Depois de encerrar a carreira como jogador em 2021, Filipe Luís iniciou um novo capítulo no Flamengo e rapidamente acumulou resultados expressivos. Após um período de adaptação nas categorias de base, ele assumiu o comando do time profissional e, em pouco mais de um ano, já soma três títulos: Copa do Brasil, Campeonato Carioca e Supercopa.
Neste sábado (29), no Estádio Monumental de Lima, no Peru, o treinador tem a oportunidade de alcançar um feito raro. Se o Flamengo superar o Palmeiras, Filipe Luís chegará ao terceiro título da Libertadores, sendo os dois primeiros conquistados como jogador, em 2019 e 2022. A vitória o colocaria em um grupo extremamente seleto.
Entre os brasileiros, apenas Renato Portaluppi conseguiu levantar a taça tanto como atleta quanto como técnico — ambos os títulos pelo Grêmio, em 1983 e 2017. No cenário geral do continente, apenas oito profissionais atingiram a chamada “dobradinha”.
O primeiro nome da lista foi o argentino Humberto Maschio, campeão pelo Racing em 1967 e, depois, pelo Independiente como treinador em 1973. Também no Independiente, Roberto Ferreiro venceu como jogador em 1964 e 1965 e repetiu o feito no comando da equipe em 1974.
O uruguaio Luis Cubilla aparece entre os ícones sul-americanos com títulos pelo Peñarol (1960 e 1961) e pelo Nacional (1971) como jogador, além das conquistas com o Olimpia, em 1979 e 1990, já como técnico. Outro compatriota, Juan Martín Mujica, viveu trajetória semelhante: ganhou a Libertadores pelo Nacional em 1971 como atleta e voltou ao topo em 1980 como treinador.
A lista também inclui o argentino José Omar Pastoriza, campeão pelo Independiente em 1972 e 1984 — primeiro em campo, depois à beira do gramado —, além de Nery Pumpido, vencedor como goleiro do River Plate em 1986 e depois com o Olimpia em 2002. Em anos recentes, Marcelo Gallardo marcou época pelo River Plate, conquistando o torneio como jogador em 1996 e como técnico em 2015 e 2018.
Caso o Flamengo conquiste o título neste fim de semana, Filipe Luís se tornará o nono profissional da história a erguer a Libertadores nas duas funções — e o que terá feito isso no menor intervalo, apenas três anos entre a sua última conquista como jogador (2022) e a possível marca como treinador (2025).



