Os motoristas brasileiros iniciaram 2026 com um aumento no custo dos combustíveis, reflexo da elevação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A atualização do tributo, que incide sobre gasolina, diesel e também o gás de cozinha, foi aprovada ainda em 2025 pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), mas passou a valer apenas na virada do ano. A medida representa o segundo reajuste consecutivo do imposto estadual, já que em fevereiro do ano passado os estados haviam promovido mudança semelhante.
Com a nova regra, o ICMS da gasolina teve acréscimo de R$ 0,10 por litro, passando de R$ 1,47 para R$ 1,57. No caso do diesel, o aumento foi de R$ 0,05 por litro, elevando a alíquota de R$ 1,12 para R$ 1,17. Já o gás de cozinha sofreu reajuste de R$ 1,05 por botijão. Segundo o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), a decisão levou em conta a variação dos preços médios mensais dos combustíveis, calculados a partir de dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Apesar do início da Reforma Tributária em 2026, o ICMS continua em vigor. O novo modelo de tributação, que cria o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), entra neste ano apenas em fase de testes. Nesse período, será aplicada uma alíquota simbólica total de 1% sobre bens e serviços, dividida entre os tributos federal, estadual e municipal, sem gerar impacto relevante adicional. Enquanto isso, o ICMS segue sendo um dos principais fatores de influência no preço final dos combustíveis pagos pelo consumidor.



