Um homem de 44 anos foi preso em flagrante na manhã desta quinta-feira (8) em Farroupilha, na Serra Gaúcha, suspeito de tentar aplicar o chamado golpe do falso advogado. A ação foi interrompida após a vítima desconfiar da abordagem e acionar a Polícia Civil.
Segundo a ocorrência, o suspeito se apresentou como integrante de um escritório de advocacia e afirmou que a vítima teria direito a receber uma indenização judicial. Para supostamente liberar o valor, ele exigia a assinatura de uma procuração e o pagamento antecipado de taxas administrativas.
Ainda conforme a polícia, o homem chegou a simular contato com uma instituição bancária para “confirmar” a existência do dinheiro, alegando que o pagamento seria feito por meio de cheque administrativo. Diante das inconsistências, a vítima procurou a delegacia, o que permitiu a abordagem policial.
Durante a ação, os agentes identificaram um segundo envolvido, que dava apoio ao golpe. Enquanto o homem de 44 anos foi preso no local, o comparsa fugiu em um veículo e, durante a fuga, quase atropelou policiais. O detido é natural da região de Passo Fundo e foi encaminhado ao sistema penitenciário.
Polícia reforça alerta sobre golpes recorrentes
A Polícia Civil de Farroupilha aproveitou o caso para alertar a população sobre golpes que costumam se intensificar em determinados períodos do ano. As práticas seguem padrões já conhecidos pelas autoridades e devem ser denunciadas imediatamente. Entre os principais crimes identificados estão:
Golpe dos nudes: criminosos usam perfis falsos em redes sociais ou aplicativos de relacionamento para atrair vítimas, iniciando extorsões após a troca de imagens íntimas.
Falsa central telefônica: golpistas se passam por bancos ou operadoras, criam situações de urgência e induzem a vítima a fornecer dados bancários ou instalar aplicativos de acesso remoto.
Golpe do amor: perfis falsos simulam relacionamentos virtuais rápidos, com pedidos de dinheiro sob falsas justificativas emocionais.
Bilhete premiado: esquema antigo que engana principalmente idosos, simulando prêmios de loteria em troca de pagamentos antecipados.
Golpe do falso advogado: estelionatários citam processos reais e cobram supostas custas para liberar valores inexistentes.
Orientação das autoridades
A polícia reforça que nenhum pagamento antecipado deve ser feito para liberação de valores judiciais. Em caso de dúvida, a recomendação é entrar em contato diretamente com o advogado contratado ou procurar a delegacia mais próxima para verificação.
Com informações: GZH



