Parlamentares da oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolaram, na terça-feira (13), um pedido ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando a imposição de medidas cautelares contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Entre as solicitações estão o uso de tornozeleira eletrônica e a apreensão do passaporte do filho do presidente.
O pedido é assinado por deputados e senadores do Novo e do PL e se baseia em supostas citações ao nome de Lulinha nas investigações da Polícia Federal que apuram um esquema bilionário de fraudes envolvendo benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Os parlamentares alegam risco de fuga, ocultação de provas ou obstrução das investigações.
Segundo a Polícia Federal, não há inquérito formal aberto contra Lulinha até o momento. As autoridades confirmam que o nome dele apareceu em depoimentos e em materiais apreendidos durante operações relacionadas ao caso, o que está sendo analisado para verificar se existem elementos mínimos que justifiquem a abertura de uma investigação específica.
Atualmente, Lulinha reside na Espanha com a família. Em nota à imprensa, a defesa classificou o pedido como infundado e afirmou se tratar de perseguição política em ano eleitoral. O advogado Marco Aurélio de Carvalho destacou que a ausência de investigação formal torna a solicitação juridicamente inválida e disse que medidas judiciais poderão ser adotadas para reparar eventuais danos à honra de seu cliente.
As investigações da PF seguem em andamento, e os investigadores avaliam se as menções ao nome de Lulinha têm consistência suficiente para avançar para uma apuração formal.



