O jornalista e apresentador Erlan Bastos morreu na manhã deste sábado (17), aos 32 anos. Com uma carreira marcada por superação, ousadia e forte atuação no jornalismo investigativo e de entretenimento, Erlan construiu um nome de destaque na televisão brasileira, especialmente à frente de programas da RecordTV e, mais recentemente, no comando do Bora Amapá, da NC TV Amapá.
Conhecido nacionalmente por apresentar o Balanço Geral Ceará, Erlan assumiu, em dezembro de 2025, o desafio de levar um jornalismo mais crítico e investigativo ao público amapaense. Em nota publicada nas redes sociais, a NC TV Amapá lamentou a morte do comunicador e destacou sua contribuição para o jornalismo local. “Erlan conseguiu o que muitos levam anos para construir: mudou os rumos do jornalismo investigativo e crítico no Amapá. Com coragem, compromisso com a verdade e uma postura firme diante dos fatos, ele deu voz a denúncias, provocou reflexões e fortaleceu o papel do jornalismo como instrumento de fiscalização, justiça e cidadania”, afirmou a emissora.
Além da atuação na televisão, Erlan Bastos também se destacou no jornalismo de entretenimento. Ele comandava o canal Em Off, que se tornou um sucesso ao divulgar exclusivas, bastidores e polêmicas do mundo dos famosos, consolidando sua influência nas redes sociais.
Natural de Manaus, Erlan nasceu em uma família muito pobre e iniciou a trajetória profissional em 2013, como repórter do programa Balanço do Dia, da RedeTV! Manaus. Em busca de melhores oportunidades, mudou-se para São Paulo, onde enfrentou dificuldades extremas e chegou a viver em situação de rua por cerca de três meses.
A virada na carreira veio em 2018, quando ganhou projeção nacional com o quadro de fofocas A Hora da Venenosa, na Record TV. Dois anos depois, em 2020, passou a apresentar o Balanço Geral Ceará, consolidando-se como um dos nomes mais reconhecidos do jornalismo popular e investigativo do país.
A morte precoce de Erlan Bastos interrompe uma trajetória ascendente, marcada pela coragem, pela busca da verdade e pela capacidade de dialogar com diferentes públicos, deixando um legado significativo para o jornalismo brasileiro.



