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Foto: Ilustração/Internet

Escrita à mão, criada há mais de 5.500 anos, começa a desaparecer entre jovens da Geração Z

Uso intenso de telas transforma hábitos de escrita e pode impactar aprendizado e memória

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Pesquisas recentes apontam que a Geração Z está, aos poucos, deixando de dominar a escrita à mão, uma das habilidades mais antigas da civilização humana, presente desde os primeiros sistemas de escrita desenvolvidos na Mesopotâmia. O uso quase exclusivo de celulares, tablets e computadores fez com que muitos jovens escrevam raramente no papel, alterando hábitos construídos ao longo de séculos.

A redução da escrita manual tem impacto direto na coordenação motora fina e na memória. Especialistas em educação e neurociência explicam que o ato de escrever à mão ativa áreas do cérebro relacionadas ao aprendizado, à retenção de informações e ao raciocínio crítico de forma mais intensa do que digitar, favorecendo a compreensão e a organização do pensamento.

Segundo os estudiosos, a diminuição desse hábito pode afetar a capacidade de concentração, a estruturação de ideias e até o desempenho escolar. O fenômeno não indica o fim da escrita, mas evidencia uma transformação profunda na maneira como as novas gerações processam e registram o conhecimento em um cenário cada vez mais digital.

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