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Foto: Luciano Lanes / PMPA

Quatro comportas do sistema de proteção contra cheias da Capital são fechadas permanentemente

Ao todo, sete passagens já deixaram de existir em razão das obras iniciadas pelo Dmae após a cheia

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O Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) concluiu nesta quinta-feira (22) as obras de fechamento definitivo das comportas 8, 10, 13 e 14, localizadas no dique da avenida Castelo Branco. As intervenções, iniciadas há seis meses, culminaram na extinção das passagens que integravam o sistema de proteção contra cheias.

Projetado na década de 1960 pelo extinto Departamento Nacional de Obras de Saneamento (DNOS), o sistema de defesas contra inundações na Capital contava, até a enchente histórica de 2024, com 14 comportas para facilitar a mobilidade da cidade e o acesso à área portuária. No decorrer das últimas décadas, muitas delas deixaram de ser utilizadas – podendo, portanto, ser eliminadas com impacto mínimo à rotina da população.

Ao todo, sete passagens já deixaram de existir em razão das obras iniciadas pelo Dmae após a cheia. Além das quatro fechadas recentemente, foram extintos há pouco menos de um ano os antigos portões 3, 5 e 7, localizados no Muro da Mauá. A comporta 9 também deixará de existir. A obra, já em andamento, demanda o desvio de uma linha subterrânea de energia elétrica. A previsão é de conclusão nos próximos meses.

“Também estamos atuando na melhoria das comportas móveis. Os portões 1, 2, 4 e 6 foram revisados e encontram-se em condições adequadas para a operação, se necessário. Também está em andamento a fabricação das novas proteções das passagens 11 e 12, que foram reprojetadas para atender às necessidades da região – impactada, entre outras coisas, pelo curso do rio Jacuí”, explica o diretor-presidente do Dmae, Vicente Perrone.

Etapas – A obra de fechamento definitivo de uma comporta exige, entre outras etapas, a sondagem do solo e a implantação de estacas, que dão sustentação à estrutura construída em concreto armado. No caso da comporta 14, por exemplo, a obra atingiu 20 metros de profundidade em relação ao solo. Com isso, é garantido o suporte a esforços hidráulicos e hidrodinâmicos em caso de novas cheias dos rios.

Recursos – A modernização das comportas do sistema de proteção contra cheias, iniciada após a enchente histórica de 2024, soma investimentos de R$ 11 milhões. Deste total, R$ 9,4 milhões foram aprovados junto ao Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), administrado pelo Governo do Estado.

Saiba como ficará cada comporta do sistema de proteção contra cheias:
Comporta 1 – Usina do Gasômetro: móvel; recebeu melhorias de vedação e mobilidade
Comporta 2 – Cais Embarcadero: móvel; recebeu melhorias de vedação e mobilidade
Comporta 3 – Mauá x Padre Tomé: extinta por meio de construção em concreto armado
Comporta 4 – Mauá x Sepúlveda: móvel; recebeu melhorias de vedação e mobilidade
Comporta 5 – Mauá: extinta por meio de construção em concreto armado
Comporta 6 – Catamarã: móvel; recebeu melhorias de vedação e mobilidade
Comporta 7 – Mauá: extinta por meio de construção em concreto armado
Comporta 8 – extinta por meio de construção em concreto armado
Comporta 9 – Castelo Branco: em obras para fechamento em concreto armado
Comporta 10 – Castelo Branco: extinta por meio de construção em concreto armado
Comporta 11 – São Pedro: em obras; será móvel e substituída por nova estrutura
Comporta 12 – Cairu: em obras; será móvel e substituída por nova estrutura
Comporta 13 – Castelo Branco: extinta por meio de construção em concreto armado
Comporta 14 – Castelo Branco x Voluntários da Pátria: extinta por meio de construção em concreto armado

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