Em Columbia Heights, Minnesota (EUA), um garoto de apenas cinco anos foi encaminhado a um centro de detenção junto com o pai por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) durante uma operação nesta terça-feira (20). O episódio gerou forte repercussão e críticas de autoridades locais e defensores dos direitos humanos.
Segundo a superintendente das escolas públicas da região, Zena Stenvik, o menino, identificado como Liam Conejo Ramos, estava voltando da pré-escola com o pai quando foi abordado pelos agentes no carro da família. Testemunhas relataram que o menino foi retirado do veículo pelos oficiais.
Autoridades escolares afirmam que Liam foi orientado pelos agentes a bater na porta da própria casa para verificar se mais pessoas estavam no interior, o que foi descrito por críticos como o uso de uma criança como “isca” em uma operação de maior alcance.
A família do garoto, que imigrou dos Estados Unidos a partir do Equador em 2024, tem um pedido de asilo em andamento e, até o momento, não havia ordem de deportação contra eles, conforme relato dos representantes da escola.

Em comunicado oficial, o Departamento de Segurança Nacional (DHS) afirmou que o ICE não tinha como alvo a criança, e sim o pai, Adrian Alexander Conejo Arias, que, segundo as autoridades, estava em situação migratória irregular. O DHS acrescentou que, durante a tentativa de prisão do pai, o homem teria fugido a pé, deixando o menino para trás, o que levou um agente a permanecer com a criança para sua “segurança” enquanto os demais prendiam o pai.
O governo afirmou ainda que os pais detidos podem escolher entre ser removidos do país com seus filhos ou deixar as crianças aos cuidados de um responsável designado.
O caso tem sido amplamente criticado por agentes comunitários e educadores que acompanham a situação das famílias imigrantes na região. Administradores escolares disseram que ao menos quatro menores foram detidos em operações recentes do ICE no subúrbio de Minneapolis, elevando a preocupação sobre o impacto dessas ações na rotina e na segurança das crianças.
Stenvik questionou publicamente a necessidade de envolver uma criança em uma operação de fiscalização e ressaltou o clima de medo que a presença de agentes federais tem gerado entre alunos e famílias.



