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Caso Unimed: clínica de autismo descredenciada tinha nota máxima em avaliação interna da operadora

O documento mostra que a clínica cumpriu 61 dos 65 itens avaliados, com desempenho elevado em áreas consideradas sensíveis, como segurança do paciente, experiência do usuário, estrutura física, documentação legal e gestão organizacional

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Um documento interno da Unimed Porto Alegre, obtido pela equipe do Porto Alegre 24 Horas, amplia os questionamentos sobre o descredenciamento de uma clínica especializada no atendimento a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), em Porto Alegre.

A avaliação, realizada pela própria operadora em 2025, atribuiu nota final de 93,85% à clínica, índice que, de acordo com a metodologia da Unimed, classifica o prestador na faixa máxima de qualidade (nível A / verde). O resultado posiciona a unidade como prestadora de serviço de excelência dentro da rede credenciada.

O documento mostra que a clínica cumpriu 61 dos 65 itens avaliados, com desempenho elevado em áreas consideradas sensíveis, como segurança do paciente, experiência do usuário, estrutura física, documentação legal e gestão organizacional. Pela regra interna da operadora, apenas prestadores com nota igual ou superior a 91% recebem essa classificação.

O conteúdo da avaliação contrasta diretamente com o discurso institucional apresentado pela Unimed, que justificou o descredenciamento como parte de um “processo contínuo de qualificação da rede”. Se a clínica atendia aos critérios mais elevados estabelecidos pela própria operadora, a decisão de retirá-la do rol de prestadores levanta um questionamento central: qual foi, afinal, o critério determinante para o descredenciamento?

Mesmo com a avaliação máxima, a clínica foi descredenciada, iniciando um processo de transição que prevê a migração de mais de 50 famílias para outros serviços indicados pela operadora no prazo de até dois meses. Na prática, as famílias relatam que estão sendo pressionadas a interromper atendimentos consolidados e a se adaptar a novas clínicas, apesar de muitas crianças estarem há anos em acompanhamento com os mesmos profissionais. Especialistas alertam que a ruptura de vínculos terapêuticos, especialmente quando imposta e com prazo definido, pode gerar impactos relevantes no desenvolvimento, no comportamento e na segurança emocional de crianças com Transtorno do Espectro Autista.

Até o momento, não houve esclarecimento público detalhado sobre quais fatores motivaram a exclusão de um prestador avaliado como excelente segundo os parâmetros internos da Unimed.

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