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CNH 2026: nova regra permite formação de condutores sem monitoramento adequado

Nos CFCs, a formação ocorre sob regras claras e fiscalização contínua, com veículos adaptados, monitoramento por câmeras, métodos padronizados e supervisão institucional

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A nova regra da CNH, que já está em vigor no país, tem provocado preocupação entre especialistas em trânsito, instrutores e Centros de Formação de Condutores (CFCs). Embora apresentada pelo governo como uma modernização do sistema, a mudança amplia a atuação de instrutores desvinculados das autoescolas e recoloca no centro do debate um ponto essencial: a formação de condutores segue sendo responsabilidade dos CFCs, únicos ambientes estruturados para garantir acompanhamento, padrão técnico e segurança durante o aprendizado.

Nos CFCs, a formação ocorre sob regras claras e fiscalização contínua, com veículos adaptados, monitoramento por câmeras, métodos padronizados e supervisão institucional. Esse modelo existe justamente para reduzir riscos e corrigir falhas ainda na fase de aprendizagem. Fora desse ambiente, a responsabilidade se fragmenta, abrindo espaço para um processo menos controlado, sem as mesmas exigências técnicas e sem garantias efetivas de acompanhamento.

Especialistas alertam que a descentralização da formação compromete a qualidade do ensino e aumenta os riscos no trânsito. A ausência de um padrão mínimo e de mecanismos permanentes de correção pode resultar em condutores habilitados, mas despreparados para lidar com situações reais de risco, o que afeta não apenas quem aprende, mas todos que circulam pelas vias.

Outro ponto crítico é o impacto de longo prazo na segurança viária. Uma formação fragilizada tende a gerar mais infrações, mais acidentes e maior sobrecarga tanto para o sistema de trânsito quanto para a saúde pública. O problema, segundo analistas do setor, não se manifesta de forma imediata, mas se consolida com o tempo, à medida que motoristas mal preparados passam a integrar o fluxo diário das cidades.

Diante desse cenário, entidades e profissionais reforçam que a formação de condutores não pode ser tratada apenas como um processo administrativo ou digital. Trânsito é uma questão de segurança pública, e os CFCs continuam exercendo um papel central na garantia de uma formação supervisionada, responsável e alinhada à proteção da vida.

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