Durante a gestação, mãe e filho compartilham muito mais do que emoções e nutrientes. A ciência comprova que essa conexão pode durar por toda a vida. Um fenômeno conhecido como microquimerismo materno faz com que milhões de células da mãe permaneçam no organismo do filho mesmo após o nascimento.
Esse processo ocorre ainda no útero. Durante a gravidez, células maternas atravessam a barreira da placenta e passam a se integrar ao corpo da criança. Ao contrário do que se imaginava no passado, essas células não desaparecem com o tempo: elas se espalham por diferentes partes do corpo e podem permanecer ativas por décadas.
Estudos recentes indicam que milhões de células maternas estão distribuídas em órgãos como o coração, o cérebro e o sistema imunológico dos filhos. Pesquisas divulgadas no ano passado reforçam que essa troca celular é mais comum do que se pensava e faz parte natural do desenvolvimento humano.



