Luísa Sonza foi, sem exagero, o grande show da primeira noite do Planeta Atlântida. Em um festival marcado por diversidade de estilos e grandes nomes, ela conseguiu algo raro: se destacar não só pelo repertório cheio de hits, mas pela maturidade artística evidente em cada escolha de palco, figurino e entrega. Foi um show seguro, intenso e com cara de headline, daqueles para não esquecer nenhum detalhe.
Mesmo depois da forte chuva que antecedeu a apresentação, o público permaneceu firme, provando que a expectativa falava mais alto do que o desconforto. E falou certo. Quando Luísa subiu ao palco, a Saba respondeu em coro, transformando a noite em um espetáculo coletivo de vozes, luzes e emoção.
Um dos momentos mais simbólicos foi a nova leitura de “Louras Geladas”, que levou ao público jovem um clássico do rock nacional repaginado com estética pop e identidade contemporânea. Não foi apenas uma homenagem, mas uma ponte entre geraçõe, mostrando que o Planeta também é sobre memória, reinvenção e diálogo musical.
Com alto estilo, presença de palco afiada e domínio absoluto da plateia, Luísa Sonza não deixou a energia cair em nenhum momento. Nem a chuva, nem o cansaço de horas de festival tiraram o público do clima.



