A investigação sobre o acidente de trânsito na BR-116, em Pelotas, que deixou 11 pessoas mortas, completou um mês sem previsão de conclusão. Segundo a Polícia Civil, o inquérito ainda não foi finalizado porque os laudos periciais do Instituto-Geral de Perícias (IGP) não foram entregues.
De acordo com a delegada Márcia Chiviacowsky, responsável pelo caso, a polícia aguarda a conclusão da perícia para encerrar o inquérito e encaminhá-lo à Justiça. O IGP informou que os laudos seguem em fase de elaboração e que não há prazo definido para a conclusão dos trabalhos.
O caso é tratado como homicídio culposo no trânsito, quando não há intenção de matar. O motorista da carreta envolvida no acidente, de 25 anos, teria se distraído ao mexer no rádio no momento da colisão. Ele sofreu ferimentos leves e realizou o teste do bafômetro, que deu resultado negativo para consumo de álcool.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apontou que a carreta trafegava a mais de 75 km/h. Já a concessionária Ecovias Sul informou que o limite de velocidade no trecho era de 40 km/h, em razão de obras na pista.
O acidente
O ônibus intermunicipal saiu da rodoviária de Pelotas às 10h30 do dia 2 de janeiro, com destino a São Lourenço do Sul. O acidente ocorreu por volta das 11h20, no km 491 da BR-116. Conforme a Ecovias Sul, o caminhão desviou para a contramão ao ser surpreendido por um congestionamento e acabou colidindo frontalmente com o ônibus.
Vítimas
Todas as 11 vítimas fatais estavam no ônibus: o motorista, o cobrador e nove passageiros, com idades entre 34 e 85 anos. As vítimas eram naturais de São Lourenço do Sul, Pelotas, Bagé, Candiota e Oriximiná (PA). A prefeitura de São Lourenço do Sul confirmou as identidades dos mortos.
As investigações seguem aguardando a conclusão dos laudos técnicos para esclarecimento definitivo das responsabilidades.



