O Brasil registrou mais de 83 mil casos de estupro e estupro de vulnerável em 2025, segundo dados repassados por estados e pelo Distrito Federal ao Ministério da Justiça. O número representa uma média de 227 vítimas por dia ao longo do ano, o equivalente a cerca de nove vítimas por hora ou um caso a cada seis minutos no país, evidenciando a gravidade e a persistência da violência sexual.
De acordo com a legislação brasileira, o crime de estupro ocorre quando alguém é forçado a manter relação sexual ou praticar atos libidinosos mediante violência ou grave ameaça. Quando a vítima tem menos de 14 anos, a conduta é classificada como estupro de vulnerável, conforme o artigo 217-A do Código Penal, cuja pena varia de 8 a 15 anos de prisão.
Os dados mostram que mais de 70% dos registros envolvem vítimas menores de 14 anos, somando 58.951 crianças e adolescentes, sendo a maioria meninas. Apesar de o total de casos de estupro ter apresentado uma queda de 11% em relação a 2024, quando foram contabilizados 93.455 registros, os estupros de vulnerável tiveram aumento de 1% no mesmo período, indicando um avanço da violência contra crianças e adolescentes.
Na análise histórica, o cenário é ainda mais preocupante: entre 2015 e 2025, o número de vítimas cresceu 72% no Brasil. Em termos proporcionais à população, Roraima, Mato Grosso do Sul e Rondônia lideram o ranking de incidência, enquanto Ceará, Minas Gerais e Pernambuco aparecem com os menores índices do país. As estatísticas reforçam a desigualdade regional do problema e a necessidade de políticas públicas mais eficazes de prevenção, proteção às vítimas e responsabilização dos agressores.



