A Polícia Civil de Goiás deflagrou, na manhã desta quinta-feira, uma operação para combater fraudes cibernéticas envolvendo a criação de mandados de prisão falsos contra autoridades. A ação investiga tentativas de emissão de ordens fraudulentas contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos teriam utilizado credenciais de acesso comprometidas para inserir informações falsas nos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Poder Judiciário de Goiás. As investigações apontam que, no dia 22 de janeiro, houve uma tentativa de registro de mandado de prisão contra Lula e Moraes.
Em nota, o CNJ esclareceu que o episódio não se tratou de invasão hacker, mas sim de uso indevido do sistema, a partir do roubo de credenciais de usuários de tribunais. O órgão informou ainda que nenhum mandado chegou a ser efetivamente expedido, que o incidente foi rapidamente identificado e que os dados foram corrigidos.
O ministro Alexandre de Moraes já havia sido alvo de uma fraude semelhante em 2023, quando um mandado falso foi inserido no sistema do CNJ pelo hacker Walter Delgatti Neto, a mando da então deputada Carla Zambelli (PL-SP).
As investigações seguem em andamento para identificar os responsáveis e apurar eventuais crimes relacionados à fraude e ao uso indevido de sistemas judiciais.



