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RS elimina a baliza da prova da CNH e divide opiniões: 52% dos seguidores são contra

Mudança no exame prático reacende debate sobre preparo real dos novos motoristas e segurança no trânsito

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A decisão do Rio Grande do Sul de aderir ao modelo de prova prática da CNH sem a exigência da baliza voltou a acender um debate antigo: afinal, o exame mede habilidade para dirigir… ou apenas para passar na prova?

A mudança, que acompanha uma flexibilização já adotada em outros estados, provocou reação imediata nas redes sociais. Em enquete realizada com nossos seguidores, 52% se posicionaram contra a retirada da baliza, enquanto 48% se disseram favoráveis. O resultado apertado revela um estado claramente dividido.

Defensores da mudança argumentam que a baliza, da forma como é aplicada hoje, não reflete a realidade do trânsito. A crítica mais recorrente é que candidatos treinam exclusivamente para executar o movimento no exame, mas abandonam a prática logo após a aprovação.

“É uma habilidade treinada para passar na prova, não para o dia a dia”, escreveu um seguidor. Outros afirmam que muitos motoristas recém-habilitados evitam estacionar em vagas apertadas, dando voltas no quarteirão ou buscando locais mais fáceis, comportamento que, segundo eles, confirma a fragilidade do modelo atual.

Para quem é contra a retirada, a baliza não é apenas uma manobra, mas um indicador mínimo de coordenação, noção espacial e controle do veículo. A preocupação central é que a exclusão do teste possa reduzir ainda mais o nível de exigência em um cenário já marcado por acidentes, imprudência e falta de preparo.

Críticos da mudança questionam:
se estacionar é parte da rotina urbana, por que deixar de avaliar essa habilidade justamente na fase de formação?

Especialistas e motoristas experientes apontam que o problema pode não estar na baliza em si, mas no modelo de formação e avaliação como um todo. A retirada da manobra, sem revisão profunda no ensino prático, pode apenas transferir o problema — formando condutores habilitados, porém inseguros.

A discussão levanta uma pergunta incômoda, mas necessária:
o exame da CNH deve ser mais acessível ou mais rigoroso?

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