A falta de dinheiro pode impactar a saúde do coração não de forma direta, mas por meio do estresse prolongado causado pela insegurança financeira. É o que apontam estudos nas áreas de saúde pública e cardiologia, que associam dificuldades econômicas a um maior risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
Pesquisas divulgadas pela American Heart Association indicam que fatores psicossociais, como desemprego, endividamento e instabilidade financeira, estão relacionados ao aumento desse risco. Segundo especialistas, o estresse crônico provocado por essas situações eleva os níveis de cortisol, conhecido como o hormônio do estresse, que quando mantido alto por longos períodos pode aumentar a pressão arterial e favorecer processos inflamatórios no organismo.
Além disso, a insegurança financeira costuma estar associada a problemas como ansiedade, insônia e mudanças negativas no estilo de vida. Alimentação desregulada, sedentarismo e menor adesão a cuidados preventivos são comportamentos frequentes em períodos de dificuldade econômica e também contribuem para o aumento do risco de infarto e outros problemas cardíacos.
Especialistas reforçam que não é a falta de dinheiro em si que provoca doenças, mas o estado constante de alerta e preocupação. A recomendação é buscar estratégias para reduzir o estresse, manter acompanhamento médico regular e adotar hábitos saudáveis sempre que possível. Cuidar da saúde mental, destacam os pesquisadores, também é uma forma importante de proteger o coração.



