Rio Grande do Sul lança a primeira Rota de Afroturismo do estado: “Rota da Liberdade” conecta história, cultura e comunidades quilombolas no litoral gaúcho – Notícias
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Rio Grande do Sul lança a primeira Rota de Afroturismo do estado: “Rota da Liberdade” conecta história, cultura e comunidades quilombolas no litoral gaúcho

Iniciativa da deputada estadual Laura Sito (PT) valoriza o protagonismo negro e fortalece o turismo de base comunitária em 38% dos territórios quilombolas do estado

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Porto Alegre, Enquanto o Brasil se prepara para o Carnaval, o Rio Grande do Sul ganha um novo destino para quem busca turismo com história, consciência e imersão cultural. Acaba de ser lançada a “Rota da Liberdade”, a primeira rota de afroturismo institucionalizada no estado, unindo o litoral norte ao sul gaúcho, de Osório a Santa Vitória do Palmar.

A rota é fruto de um Projeto de Lei de autoria da deputada estadual Laura Sito (PT), aprovado na Assembleia Legislativa, que reconhece o percurso como bem de relevante interesse cultural imaterial do Estado. Mais do que um trajeto turístico, a Rota da Liberdade é um instrumento de reparação histórica e valorização da cultura negra e quilombola.

Um mergulho na cultura viva do Rio Grande do Sul

O roteiro passa por paisagens icônicas como o Farol da Solidão, o Parque Nacional da Lagoa do Peixe e a Reserva do Taim, mas o grande diferencial é a imersão nos saberes e tradições das comunidades quilombolas. Ao longo do caminho, o visitante encontra territórios como Morro Alto, Costa da Lagoa, Limoeiro, Casca, Teixeiras, Colodianos, Vó Marinha e a Vila de São José do Norte.

A região concentra cerca de 38% das 146 comunidades quilombolas identificadas no Rio Grande do Sul, sendo que 90% delas já possuem certificação da Fundação Palmares. São territórios vivos, onde a população local produz alimento, preserva a terra e cuida da água com saberes tradicionais transmitidos por gerações.

Turismo com protagonismo comunitário

Diferente do turismo convencional, a “Rota da Liberdade” é pensada e gerida pelas próprias comunidades. O projeto prevê a criação de um Núcleo de Turismo Étnico Comunitário, garantindo que a população quilombola tenha autonomia na construção, organização e execução das atividades turísticas.

“É uma outra forma de conhecer o nosso estado: pela história negra, pelos territórios quilombolas e pela resistência. A população negra foi e é parte central da construção do Rio Grande do Sul, mas por séculos nossa contribuição foi invisibilizada. A Rota da Liberdade coloca no centro do desenvolvimento o protagonismo negro e quilombola”, destaca a deputada Laura Sito.

Afroturismo: uma tendência global antirracista

A iniciativa vai ao encontro de um movimento global por um turismo mais inclusivo e antirracista. O afroturismo não apenas reconhece a contribuição da diáspora africana, como também promove a diversidade cultural e econômica das regiões onde é implantado.

A aprovação da rota em novembro, durante o mês da Consciência Negra, reforçou o simbolismo da medida. Agora, com a chegada do Carnaval e do verão, a “Rota da Liberdade” se consolida como uma opção de lazer e aprendizado para turistas de todo o país que desejam conhecer um Rio Grande do Sul para além dos estereótipos.

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