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Foto: Reprodução

Polícia trata desaparecimento de família em Cachoeirinha como feminicídio e duplo homicídio

Celular com fotos da vítima pode esclarecer paradeiro de mulher e pais desaparecidos há quase três semanas; ex-marido, policial militar, está preso temporariamente

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A Polícia Civil do Rio Grande do Sul passou a tratar o desaparecimento de três integrantes da família Aguiar, em Cachoeirinha, como um caso de feminicídio e duplo homicídio. Segundo o delegado regional Anderson Spier, responsável pela investigação na 1ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana de Gravataí (DPRM), há indícios de que outras pessoas possam ter colaborado na execução dos crimes.

As vítimas são Silvana Germann de Aguiar, 48 anos, e seus pais, Isail Vieira de Aguiar, 69, e Dalmira Germann de Aguiar, 70, desaparecidos desde o fim de janeiro. Até o momento, não há pistas concretas sobre o paradeiro dos três. As buscas se concentram em uma ampla área entre Viamão e Cachoeirinha, que inclui zona rural e cursos d’água, o que exige apoio do Corpo de Bombeiros com mergulhadores e cães farejadores.

No início da semana, a polícia prendeu temporariamente o policial militar Cristiano Domingues, ex-marido de Silvana e principal suspeito no caso. De acordo com o delegado, o relacionamento do casal era marcado por conflitos, especialmente em relação à criação do filho de 9 anos, que possui restrições alimentares.

Um dos elementos que pode trazer novo rumo à investigação é um telefone celular apreendido em um terreno baldio próximo à casa dos pais de Silvana, onde foram encontradas fotografias da vítima. A Polícia Civil aguarda a extração completa dos dados pela perícia, prevista para esta sexta-feira (13), para confirmar se o aparelho pertence à mulher desaparecida e obter possíveis pistas sobre o destino da família.

Ainda de acordo com Spier, os dados são bem importantes porque permitem à polícia contextualizar os eventos, necessitando das informações especialmente desse telefone, que supostamente seria da Silvana, para que possam preencher lacunas na investigação.

Durante as diligências, policiais também apreenderam celulares e computadores do suspeito, de sua atual esposa e da mãe. Segundo a investigação, as senhas dos aparelhos de Domingues e da companheira não foram fornecidas, o que dificulta o acesso ao conteúdo. A informação contraria declaração da defesa do policial à imprensa de que ele estaria colaborando com as autoridades.

A atual esposa e a mãe do suspeito são tratadas como testemunhas. Cristiano Domingues deverá ser novamente ouvido pela Polícia Civil na próxima semana, enquanto a análise pericial do celular encontrado é considerada fundamental para o avanço do inquérito.

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