A Lagoa do Peixoto, localizada em Osório, permanece imprópria para banho pela sexta semana consecutiva, conforme o 10º boletim do Programa Balneabilidade 2025/2026, divulgado pela Fepam. O relatório tem como base coletas realizadas entre os dias 9 e 10 de fevereiro de 2026 em 96 pontos de praias e balneários do Rio Grande do Sul, dos quais sete foram classificados como inadequados para contato primário com a água.
De acordo com o levantamento, a Lagoa do Peixoto apresentou 210.354 células por mililitro de cianobactérias, número muito superior ao limite máximo permitido de 50 mil células/ml. O resultado caracteriza um processo de eutrofização, situação associada ao excesso de nutrientes na água, que favorece a proliferação desses microrganismos.
Nas análises realizadas no local, foram identificados principalmente os gêneros Aphanocapsa sp. e Raphidiopsis sp., reconhecidos como potenciais produtores de toxinas. Segundo a Fepam, a presença dessas cianobactérias pode provocar intoxicações agudas ou crônicas, representando risco à saúde pública, especialmente para crianças, idosos e pessoas com imunidade reduzida.
A fundação reforça a orientação para que a população evite entrar na água em pontos sinalizados como impróprios, não utilize balneários logo após chuvas intensas e mantenha distância de locais com presença visível de algas, como forma de prevenção a possíveis danos à saúde.



