Porto Alegre confirmou o primeiro diagnóstico de mpox em 2026. De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde da Capital, o paciente mora na cidade, mas a infecção ocorreu fora do Rio Grande do Sul. O órgão não divulgou informações adicionais sobre o perfil da pessoa contaminada. No ano passado, a cidade somou 11 registros da doença.
Com a proximidade do Carnaval, a Vigilância Epidemiológica municipal reforçou orientações para reduzir o risco de transmissão entre foliões. O vírus é transmitido principalmente por contato direto com lesões de pele, secreções respiratórias e saliva.
Segundo a enfermeira Raquel Carboneiro, que responde interinamente pela Vigilância Epidemiológica, a prevenção deve começar antes das festas. A recomendação é observar a própria pele em busca de bolhas, feridas ou erupções — especialmente em regiões como genitais, boca, mãos e pés. Caso haja qualquer alteração, a orientação é procurar uma unidade de saúde usando máscara e mantendo as lesões cobertas.
Durante os eventos, a principal medida é evitar contato íntimo ou físico prolongado com pessoas que apresentem sinais suspeitos na pele. Outras recomendações incluem:
-
Higienizar as mãos com frequência, utilizando álcool em gel 70%, sobretudo após contato com superfícies em locais públicos ou transporte coletivo
-
Não compartilhar objetos pessoais, como copos, garrafas, talheres, cigarros, roupas ou toalhas
-
Uso de máscara em aglomerações densas, como proteção adicional em caso de circulação ativa do vírus
Os sintomas iniciais podem envolver febre, dor de cabeça, dores musculares, cansaço e inchaço dos gânglios, seguidos por lesões cutâneas. Em situações suspeitas, a pessoa deve buscar atendimento médico e seguir orientação de isolamento domiciliar. A incubação varia de três a 21 dias, com média entre 10 e 16 dias, período em que é importante manter atenção aos sinais após o feriado.



