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Foto: Polícia Civil / ilustrativa

Polícia Civil prende suspeitos de tortura contra adolescente durante operação em Porto Alegre

Ação cumpre mandados na Zona Leste e investiga crime ocorrido em janeiro contra jovem de 17 anos

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A Polícia Civil do Rio Grande do Sul realizou, na manhã desta quinta-feira (19), uma operação policial em Porto Alegre para cumprir ordens de prisão e de busca relacionadas a um crime de tortura contra uma adolescente, registrado em janeiro deste ano. A ofensiva ocorreu na Zona Leste da Capital e teve como foco suspeitos apontados como autores das agressões.

A investigação é conduzida pela 2ª Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). Ao todo, foram 12 ordens judiciais cumpridas, sendo quatro mandados de prisão e oito de busca e apreensão. Entre os alvos, um dos investigados já possuía mandado de prisão em aberto decorrente de condenação anterior.

Conforme apurado, a adolescente de 17 anos foi abordada por integrantes de uma organização criminosa no início de janeiro, após os suspeitos terem acesso a uma imagem compartilhada em aplicativo de mensagens. A fotografia teria sido interpretada pelos criminosos como um sinal associado a um grupo rival, o que motivou a ação violenta. A Polícia Civil investiga como o conteúdo chegou até os autores.

Segundo a apuração, a jovem e um familiar foram interceptados em via pública e levados a um imóvel, onde a adolescente foi submetida a agressões. O familiar também sofreu violência, mas conseguiu prestar socorro e encaminhar a vítima ao hospital, onde ela passou por procedimentos cirúrgicos. Após o episódio, a adolescente deixou a comunidade onde vivia e permanece em local seguro.

A delegada Sabrina Dóris Teixeira, titular da 2ª DPCA, informou que a investigação indica que a motivação do crime está relacionada à interpretação simbólica da imagem, embora os detalhes ainda estejam sob apuração. A vítima, conforme a polícia, não possuía antecedentes nem vínculo com atividades criminosas.

O caso é tratado como prioridade pela Divisão Especial da Criança e do Adolescente (Deca). De acordo com o delegado André Mocciaro, a resposta policial busca responsabilizar os envolvidos e coibir práticas de violência extrema contra menores.

Os quatro suspeitos presos possuem antecedentes criminais, e a investigação continua para esclarecer a participação individual de cada um e verificar se outras pessoas tiveram envolvimento nos fatos.

Com informações: GZH

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