O atacante argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, prestou depoimento à UEFA no inquérito que apura ofensas dirigidas a Vinicius Jr. durante uma partida da Champions League. Segundo informações divulgadas pela ESPN e pela CNN Brasil, o jogador negou ter usado um termo de cunho racista, após ter sido acusado de chamar o brasileiro de “macaco” no confronto realizado em Lisboa.
De acordo com a versão apresentada por Prestianni à Uefa, ele teria utilizado a palavra “maricón”, expressão homofóbica em espanhol, e não “mono”, termo racista. A discussão ocorreu durante o jogo disputado no Estádio da Luz, na última terça-feira (17). Vinicius Jr. relatou a ofensa ao árbitro, o que levou à ativação do protocolo antirracismo da entidade europeia e à paralisação momentânea da partida.
Após o jogo, as versões sobre o ocorrido divergiram entre jogadores do Real Madrid. O volante Aurélien Tchouaméni afirmou que Prestianni teria usado o termo homofóbico, enquanto Kylian Mbappé declarou que o argentino repetiu um insulto racista diversas vezes. Diante das denúncias, a Uefa abriu investigação formal para esclarecer os fatos e definir eventuais responsabilidades.
Além do episódio envolvendo o atleta, o Benfica também está sob investigação pelo comportamento de torcedores. Segundo o jornal português A Bola, o clube identificou adeptos que teriam feito gestos racistas contra Vinicius Jr. e informou que pode abrir processos internos caso sejam sócios. Pelo regulamento da Uefa, ofensas racistas ou homofóbicas podem resultar em suspensões de dez jogos ou mais, e o clube português ainda pode sofrer punições. As equipes voltam a se enfrentar na próxima quarta-feira (25), no Santiago Bernabéu, pelo jogo de volta dos playoffs da Champions League.



