A Prefeitura de Juiz de Fora decretou estado de calamidade pública após um temporal que atingiu a cidade e deixou ao menos 14 mortos, além de centenas de pessoas desalojadas/deslocadas. A medida foi anunciada após o agravamento dos impactos causados pelas chuvas intensas no município mineiro.
Segundo informações divulgadas pelas autoridades municipais e repercutidas por agências de notícias, a chuva causou alagamentos e deslizamentos de terra em diferentes áreas da cidade. Equipes especializadas foram mobilizadas para atender ocorrências e atuar nas buscas por desaparecidos.
A prefeitura também suspendeu as aulas nas escolas municipais em razão da situação de emergência. Além disso, órgãos estaduais e federais foram acionados para reforçar a resposta ao desastre em Juiz de Fora.

Fevereiro mais chuvoso da história da cidade
De acordo com a prefeitura, fevereiro de 2026 já é o mês mais chuvoso da história de Juiz de Fora. O acumulado chegou a 584 mm até a madrugada de 24 de fevereiro, volume muito acima da média histórica para o período, conforme registrado no decreto municipal.
A prefeita Margarida Salomão classificou a situação como “crítica” em manifestação nas redes sociais, enquanto alertas meteorológicos continuavam ativos para Minas Gerais e outras unidades da federação.
Decreto tem validade de 180 dias
O decreto nº 17.693, publicado pela Prefeitura de Juiz de Fora em 24 de fevereiro de 2026, declara calamidade pública no município e prevê vigência de 180 dias. O texto cita chuvas intensas persistentes, riscos à população, danos à infraestrutura e manutenção de alertas meteorológicos como fundamentos para a medida.



