A Polícia Civil confirmou nesta quarta-feira (25) que o celular de Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, foi encontrado com fita isolante cobrindo as lentes das câmeras frontal e traseira. O aparelho foi localizado no dia 7 de fevereiro, após denúncia anônima, escondido sob uma pedra e enrolado em um pano preto em um terreno baldio próximo ao minimercado da família, em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Segundo a investigação, o telefone estava completamente limpo e sem impressões digitais.
De acordo com o delegado regional Anderson Spier, a utilização de fita isolante nas câmeras é uma estratégia para impedir eventual acesso remoto ao aparelho, o que poderia ajudar na identificação de suspeitos. “Isso revela que a pessoa fez a limpeza do aparelho para evitar qualquer vestígio a ser usado pela investigação”, afirmou. Perícias também apontaram que mensagens foram apagadas, e agora a polícia trabalha para identificar quem realizou a exclusão dos conteúdos e em que momento.
Silvana está desaparecida desde 24 de janeiro, assim como os pais, Isail Aguiar, de 69 anos, e Dalmira Aguiar, de 70. A mulher passou a integrar, nesta semana, a lista de feminicídios de 2026 no Rio Grande do Sul, tornando-se a 20ª vítima do ano, conforme confirmação da polícia. Até o momento, nenhum corpo foi localizado, mas as autoridades consideram remota a possibilidade de encontrar a família com vida.
O principal suspeito é o ex-marido de Silvana, o policial militar Cristiano Domingues Francisco, que está preso temporariamente desde 10 de fevereiro. A investigação apura vestígios de sangue encontrados na casa da vítima, movimentações de veículos registradas por câmeras de segurança e dados extraídos de aparelhos telefônicos. A polícia não descarta concluir o inquérito mesmo sem a localização dos corpos.



