A disputa entre a Sociedade Humanitária Padre Cacique, que administra o asilo de mesmo nome, e uma comunidade quilombola seguirá tramitando junto à Justiça Federal. A decisão, referente ao imbróglio que envolve um terreno localizado na Zona Sul de Porto Alegre, foi publicada pelo TJ do Rio Grande do Sul.

O espaço, ocupado pela Comunidade Família Lemos, é reivindicado pela instituição filantrópica. De acordo com os atuais moradores do local, mais de sessenta pessoas vivem na área há, pelo menos, sessenta anos. Eles se autodefinem como remanescentes dos quilombos.
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A ocupação teve origem na concessão do terreno a um funcionário da instituição, já falecido. O Padre Cacique chegou a conquistar o direito à utilização do terreno na Justiça Estadual no ano passado, em uma ação que se arrasta na esfera judicial há dez anos.

Ainda não há data para que o caso seja julgado pelos desembargadores do Tribunal Regional Federal da Quarta Região. O asilo pretende, em uma eventual retomada da gestão do espaço, utilizar o local para abrigar idosos que não conseguiram vagas na instituição, além de ampliar o convívio social dos internos. (Aristóteles Júnior | Band)