Do Sul21

Milhares de pessoas participaram, no final da tarde e início de noite desta sexta-feira (20), de um protesto em frente a uma loja do supermercado Carrefour, no bairro Passo D’Areia, na zona norte de Porto Alegre, pedindo justiça para João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, assassinado quinta-feira por seguranças daquele estabelecimento. As manifestações de protesto contra o assassinato começaram nas primeiras horas da tarde e foram ganhando cada vez mais adesão ao longo do dia, com pedidos de justiça para Beto, como era conhecido por amigos e familiares, e gritos de “Carrefour assassino”.

Convocada por entidades e coletivos ligados ao movimento negro, a manifestação programada para às 18 horas já começou grande e, rapidamente, reuniu uma multidão em frente ao Carrefour, que não abriu durante todo o dia, em função do crime ocorrido na noite anterior. Moradores da região também participaram da manifestação. A candidata à prefeitura de Porto Alegre, Manuela D’Ávila (PCdoB) participou da manifestação, no final da tarde. Após às 18h, o protesto passou a bloquear as duas faixas da avenida Plinio Brasil Milano.

No início da noite, um grupo de manifestantes conseguiu entrar na área do estacionamento do Carrefour e se confrontaram com integrantes do Batalhão de Choque da Brigada Militar que estavam protegendo a área e lançaram bombas de gás e balas de borracha contra o grupo de manifestantes. No início da noite, as proximidades do Carrefour viraram uma área de conflito entre manifestantes e a Brigada Militar, que seguiu utilizando bombas de gás e balas de borracha para dispersar a manifestação.

O assassinato de João Alberto motivou protestos em outras cidades do país também, como em São Paulo, onde manifestantes atacaram uma unidade do Carrefour, nas imediações da Avenida Paulista.