Passadas três rodadas das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2022, no Qatar, a Seleção Brasileira só acumula vitórias: 5 a 0 sobre a Bolívia, 4 a 2 no Peru e 1 a 0 diante da Venezuela. O que esses adversários têm em comum? São os três últimos na tabela de classificação. Nesta terça, às 20h (Brasília), pela 4ª rodada, o Brasil encara o Uruguai no estádio Centenário de Montevidéu consciente de que a parada será bem mais indigesta do que nas partidas inaugurais.

“Esse jogo tem características diferentes. O Uruguai jogando dentro da sua casa é uma outra proposta e nós vamos ser mais exigidos defensivamente. Paralelamente, vamos ter mais espaços para criações ofensivas. É um jogo que se caracteriza com estratégias”, declarou o treinador ontem durante entrevista coletiva antes de destacar a dupla de ataque uruguaia: “É inegável a qualidade de Cavani e Suárez. Eles variam o posicionamento de acordo com a partida e temos que ficar atentos a isso. Tanto pela grandeza desses dois jogadores como do clássico em si.”

Tite também adiantou que vai repetir a escalação do último jogo, contra os venezuelanos, mas alertou que ainda tem “dúvida clínica” por conta de Allan – após a coletiva, a CBF informou que o meia sentiu dores musculares. Se ele não jogar, entra Arthur no meio de campo.

Desta forma, o Brasil iniciará o confronto com: Ederson; Danilo, Marquinhos, Thiago Silva e Renan Lodi; Allan (Arthur), Douglas Luiz e Éverton Ribeiro; Gabriel Jesus, Richarlison e Roberto Firmino.

Vale lembrar que Tite tem enfrentando dificuldades e já teve de fazer oito cortes na convocação original: os zagueiros Rodrigo Caio e Éder Militão, o lateral-direito Gabriel Menino, os volantes Casemiro e Fabinho, o meia Philippe Coutinho e os atacantes Neymar e Pedro.

“Vamos enfrentar o Uruguai, uma equipe que vem sólida. Tradicionalmente um clássico, uma gama de envolvimentos com peso de camisa, com atletas de alto nível e esse nosso processo de afirmação da equipe.”

Tite, técnico da Seleção

(Metro)