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Um garoto de 14 anos teve de ficar nadando por várias horas para não morrer afogado. O caso aconteceu em Vila Velha, no Espírito Santo. Além do adolescente, um amigo dele também entrou na água para salvar o menino e ficou boiando por quatro horas, conforme apuração do UOL.

Douglas entrou na água próximos do rio Jucu, o garoto tinha saído de casa, no período da tarde, com o pai e um grupo de amigos para pescar no local. No entanto, a correnteza da água levou o adolescente de 14 anos para o mar da praia da Barra do Jucu.

“Eu entrei e as ondas começaram a me levar. Eu achei que ia morrer na hora. Só pensava na minha família. O mar estava muito agitado e a água muito gelada. Eu tive que nadar para não morrer, foi muito difícil. Eu pensava muito na minha família”, explicou o menino.

Regis Ferreira Alves, de 33 anos, entrou na água imediatamente, quando visualizou que o filho do amigo não estava conseguindo voltar.

“A gente chegou a ficar perto um do outro por mais de uma hora. Ele pedia socorro, mas a gente foi se afastando e depois eu não o vi mais. Era muita água. Estava tudo escuro, frio e eu não tinha esperança mais de ser resgatado. Eu não via mais a praia, nem barcos. Era só eu lá. Foi desesperador. O mar estava agitado demais”, contou Regis.

A dupla nadava e boiava para não morrer afogada, enquanto o pai de Douglas, George Inácio, acionou o Corpo de Bombeiros. Ao começar as buscas, a equipe realizou o trabalho para tentar encontrar Douglas e o amigo até o horário em que a visibilidade permitia. No entanto, o grupo de resgate não conseguiu localizar os dois.

Somente após quatro horas, Douglas foi levado por uma onda de volta para a orla da praia. Já era noite quando o menino retomou a consciência na areia e foi buscar ajuda.

“Foi um susto. Eu acordei desorientado e comecei a buscar ajuda. Falei com um morador que ligou para o meu pai. Ninguém acreditava. Cheguei a afundar algumas vezes. Eu nasci de novo”.

Já Regis teve de aguentar uma hora a mais no mar antes que uma onda também o levasse de volta para a areia. O auxiliar de obras não sabia nadar e precisou ficar boiando por horas até visualizar a praia.

“Eu achava que ia morrer. Não sei nadar e só pensei em boiar. Quando caí na areia de novo, andei até pedir ajuda e conseguir voltar para casa. Cheguei era 1h de manhã de hoje e vi minha família”, relata.

O menino mora com os pais e mais dois irmãos, enquanto Regis tem esposa e cinco filhos.

“A gente agradece a Deus. Eu vivi de novo, a gente não esperava, né? Estou com a minha família e é isso que importa”, ressaltou Regis, e Douglas completou: “Foi Deus”.

Fonte: Terra/Istoe