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A juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi, de 45 anos, assassinada na véspera de Natal pelo ex-marido, o engenheiro Paulo José Arronenzi, no Rio de Janeiro, levou 16 facadas. De acordo com o laudo do IML (Instituto Médico Legal), o corpo da magistrada tinha perfurações no pescoço, rosto e barriga.

Viviane foi morta, na tarde de quinta-feira (24), na frente das três filhas do casal, na avenida Rachel de Queiroz, na Barra da Tijuca, quando levava as meninas para passar o Natal com o pai. Apesar dos gritos das crianças, o criminoso não parou de desferir os golpes, conforme mostra um vídeo que circula nas redes sociais. Ele foi preso em flagrante por feminicídio.

O assassino, de 52 anos, não quis falar na delegacia e disse que só vai se manifestar em juízo. Para a polícia, o engenheiro premeditou o crime. No carro dele, foram encontradas três facas, mas a que foi usada para matar a ex-mulher, no entanto, não foi localizada. A Justiça converteu em preventiva a prisão do engenheiro.

O corpo da juíza foi cremado na manhã deste sábado no bairro do Caju. Em setembro, Viviane havia feito um registro de lesão corporal e ameaça contra o ex-marido, que foi enquadrado na Lei Maria da Penha. Ela chegou a ter escolta policial concedida pela Justiça, mas pediu para retirá-la posteriormente.

O presidente do Conselho de Tribunais de Justiça, desembargador Voltaire de Lima Moraes, que também preside o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, manifestou, na noite de sexta-feira (25), o seu veemente repúdio pelo assassinato de Viviane.

“É intolerável que atos covardes como este acontecimento envolvendo a magistrada no Rio continuem surgindo de forma crescente no Brasil”, disse ele. “É preciso unir esforços de todos os Poderes no combate à violência doméstica contra as mulheres no País”, destacou.

Crianças

A avó materna das três filhas da juíza ficará com a guarda provisória das netas – duas gêmeas de 7 anos e uma de 9 – por decisão do plantão judiciário de Niterói (RJ), município onde as crianças moravam com a mãe.

O Sul