Reprodução/Instagram

Babá diz que Henry fez videochamada para contar à mãe que era agredido por Jairinho

Thayna de Oliveira ainda contou que estava presente quando o menino ligou

Compartilhe esta notícia

Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on email
Share on whatsapp

A babá de Henry Borel , de 4 anos, morto em 8 de março, relatou à polícia, em seu novo depoimento, que a mãe da criança, Monique Medeiros, foi avisada pelo filho por uma videochamada que ele estava sendo agredido pelo padrasto, o vereador do Rio de Janeiro, Dr. Jairinho. As informações são do jornal O Globo.

Segundo Thayna de Oliveira contou à polícia , no dia 12 de fevereiro, Henry fez uma videochamada com a mãe. Nela, ele conta sobre as agressões e pede que ela voltasse logo para a casa.

Foi no dia 12 também que as mensagens divulgadas anteriormente pela polícia, foram trocadas. A babá contou que entrou em contato com a mãe de Henry para contar em tempo real as agressões que o menino estava sofrendo dentro do quarto do casal.

Após realizarem a chamada de vídeo, segundo a babá, Jairinho brigou novamente com a criança, na frente da ex-funcionária, o que a fez entender que Monique havia conversado com o namorado. “Henry, o que falou para a sua mãe, você gosta de ver sua mãe triste com o tio? Você mentiu para a sua mãe?”, foram as palavras que a babá contou terem sido ditas pelo vereador.

Ainda de acordo com o depoimento da babá, no dia 12 de fevereiro, Monique teria feito as malas e falado que iria para a casa de sua mãe, em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, o que não aconteceu. Segundo Thayna, postagens das redes sociais mostraram que Monique teria viajado para Mangaratiba, no Carnaval, com Jairinho.

A babá também contou que a mãe de Henry chegou a cogitar instalar câmeras escondidas após a vídeo chamada, mas que desistiu logo depois.

Thayna também contou à polícia que essa não foi a primeira vez que o menino foi agredido. A babá contou que em 2 de fevereiro, quando a mãe também estava fora de casa, Jairinho ficou meia hora com Hnery no quarto após chamá-lo de mimado. Thayna relatou que o menino não deu detalhes das agressões, mas reclamou de dor no joelho e não quis descer no parquinho do prédio para brincar, como de costume. Monique, nesse dia, avaliou a situação como invenção da criança.

Uma terceira agressão foi relatada pela babá, com a data de última semana de fevereiro. Segundo o depoimento, novamente Jairinho estava sozinho com o menino, sem a mãe. A criança foi levada para o quarto, de onde saiu reclamando de dor na cabeça.

Thayna, que mentiu em seu primeiro depoimento, ela contou à polícia, na segunda-feira, que não falou antes sobre as agressões por medo do vereador e também por um pedido de Monique. Suspeitos pelo crime, o casal está preso preventivamente.

Catraca Livre