Siga o Porto Alegre 24 Horas no Google News Entre no grupo do Whatsapp

O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar nesta quarta-feira (14) as medidas de distanciamento social adotadas por governadores e prefeitos para conter a pandemia e os culpou pela atual crise socioeconômica que o País passa. Segundo o presidente, o Brasil está na iminência de um “problema sério” e ele só aguarda uma “sinalização” do povo para agir, sem detalhar o teor da sua fala.

“O Brasil está no limite. O pessoal fala que eu tenho que tomar providência. Estou aguardando o povo dar uma sinalização. Porque a fome, a miséria e o desemprego estão aí. Só não vê quem não quer. Ou quem está na rua. Eu sempre estive na rua. Nas últimas saídas minhas, eu fui em várias comunidades aqui em Brasília”, afirmou o presidente.

Ao comentar notícia do jornal Correio Braziliense, que traz na manchete “Brasil tem 125 milhões de pessoas que não sabem se vão se alimentar bem”, Bolsonaro se eximiu de responsabilidade pelas consequências econômicas da pandemia.

“O que eu falei em março do ano passado? Aquela política do ‘fica em casa e a economia a gente vê depois’. Estão vendo. Quero saber se a imprensa vai culpar os verdadeiros responsáveis ou vai continuar apoiando a política do lockdown”, disse.

Bolsonaro contou ter conversado com o presidente da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo, o qual o informou que produtores de tomate estavam deixando de produzir e descartando o produto, pois “não tem mais restaurante aberto”.

“Quando voltar, quando abrir vão ter que plantar de novo e tem gente que acha que é assim (estalo de dedos), tomate aparece na prateleira. Tem que plantar de novo. Vai ter escassez e o que acontece na escassez? O preço sobe, a inflação”, afirmou.

O Sul