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Guilherme Boulos (PSOL), coordenador do MTST e da Frente Povo Sem Medo e ex-candidato à presidência e à prefeitura de São Paulo, foi intimado pela Polícia Federal (PF). Ele terá de prestar depoimento em um inquérito aberto para investigá-lo com base na Lei de Segurança Nacional (LSN), resquício da ditadura militar.

Acusado de “ameaçar” Jair Bolsonaro em um comentário via Twitter, Boulos terá que se apresentar na superintendência da PF em São Paulo, no dia 29 de abril, às 16 horas, de acordo com informações da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo.

Há um ano, em abril de 2020, após participar de um ato em frente ao Quartel General do Exército, em Brasília, em que os manifestantes pediam intervenção militar, Bolsonaro disse: “Eu sou a Constituição”, declaração alusiva à frase atribuída a Luís XIV, rei da França, no século 17: “O Estado sou eu”.

Em resposta, Boulos escreveu: “Um lembrete para Bolsonaro: a dinastia de Luís XIV terminou na guilhotina…”.

Bolsonaro ficou irritado e o deputado José Medeiros (Podemos-MT), aliado do presidente, representou contra Boulos no Ministério da Justiça. O titular da pasta, André Mendonça, determinou que a PF abrisse inquérito e, agora, intimou Boulos a depor.

“É uma perseguição política vergonhosa”, resumiu Boulos.

Revista Fórum