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Os cientistas vêm avisando há meses que o Brasil tem de tudo para ser um celeiro de variantes. E, de fato, com a pandemia fora de controle, novas cepas estão surgindo. Em Belo Horizonte, pesquisadores do laboratório do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e do Grupo Pardini alertaram para a descoberta de uma possível nova variante do coronavírus.

A descoberta foi feita em um estudo que sequenciou 85 genomas de SARS-CoV-2 de amostras clínicas coletadas da região metropolitana da capital mineira.

Em dois dos genomas, os pesquisadores identificaram um conjunto de mutações que não tinham sido descritas anteriormente, indicando se tratar de uma nova linhagem. Porém, ainda não há informações suficientes que dê para bater o martelo e dizer que trata-se realmente de uma nova variante.

Se confirmada, ela pode entrar em listas internacionais de variantes conhecidas do novo coronavírus.

Por enquanto, as variantes consideradas de preocupação pela Organização Mundial da Saúde (OMS) são: B.1.1.7 (detectada inicialmente no Reino Unido); B.1.351 (África do Sul) e a P.1 (conhecida como a variante de Manaus).

O estudo feito em Belo Horizonte ainda apontou para um aumento progressivo das cepas do Reino Unido, de Manaus e da P.2, descrita pela primeira vez no Rio de Janeiro.

Os pesquisadores destacam que é necessário “urgência de esforços de vigilância genômica na região metropolitana de BH e estado de Minas Gerais” para avaliação da situação.

Esse monitoramento ajuda a acompanhar casos preocupantes e também é essencial para direcionar medidas que ajudem a frear a velocidade de transmissão do vírus.

Catraca Livre