Bruno Drummond de Freitas, bancário e conhecido por ter sido o primeiro paciente tetraplégico a testar a polilaminina, voltou a chamar atenção ao publicar vídeos treinando na academia. Nas imagens, ele aparece levantando 20 kg e celebrando mais uma etapa do processo de recuperação.
Em uma das postagens, Bruno comentou que o treino ainda está em fase de retomada, mas demonstrou confiança de que alcançará novos patamares nos próximos meses.
O acidente e a mudança de vida
Bruno que sofreu um acidente de carro em 2018, fraturou a coluna na altura do pescoço e perdeu completamente o controle de braços e pernas, ficando tetraplégico. Na época, ele afirmou que as expectativas eram baixas diante do quadro clínico.
Como ele teve acesso ao tratamento experimental
Segundo o relato, Bruno estava internado em um hospital onde integrantes da equipe médica já conheciam as pesquisas da médica Tatiana Sampaio, que desenvolvia o tratamento com polilaminina na UFRJ. O tio de Bruno, que é médico, se informou sobre o assunto e decidiu assumir o risco de testar o medicamento experimental no sobrinho.
A evolução, conforme Bruno descreveu em entrevista, começou a aparecer logo no primeiro mês, quando conseguiu mexer o dedão do pé. Depois, a musculatura das pernas voltou a responder e, por fim, os braços. Ele diz que o processo levou cerca de um ano.
Reabilitação segue, com limitações
Apesar do avanço, Bruno relata que ainda convive com sequelas. Em treinos que envolvem puxadas, por exemplo, ele afirma ter dificuldades porque os dedos não conseguem sustentar muito peso — e chegou a pedir sugestões aos seguidores sobre o uso de um acessório (strap com gancho) para ajudar na pegada.
Encontro com Laís Souza
O caso também ganhou repercussão após um encontro recente com a ex-ginasta Laís Souza, que ficou tetraplégica depois de um acidente enquanto esquiava nos Estados Unidos, em 2014. Nas redes, Laís citou Bruno como protagonista de um marco na ciência brasileira sobre lesões medulares.



