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Ciência aponta que reclamar com frequência altera o cérebro e aumenta o estresse

Do ponto de vista fisiológico, a queixa constante ativa o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, responsável pela liberação do cortisol, hormônio do estresse

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Pesquisas recentes da ciência comportamental e da neurociência indicam que reclamar com frequência vai além de um simples desabafo e pode provocar mudanças no funcionamento do cérebro. Estudos sobre neuroplasticidade mostram que pensamentos repetitivos fortalecem circuitos neurais específicos e, quando a reclamação se torna um hábito, o cérebro passa a priorizar padrões associados à ameaça, à frustração e à perda, mesmo em situações neutras.

Do ponto de vista fisiológico, a queixa constante ativa o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, responsável pela liberação do cortisol, hormônio do estresse. A exposição prolongada a esse estado está relacionada a prejuízos na memória, maior ansiedade, fadiga persistente e redução da capacidade de tomada de decisão. Na psicologia cognitiva, esse processo é descrito como ruminação, quando o indivíduo repete mentalmente o problema sem avançar para soluções, reforçando a sensação de impotência e aumentando o risco de sintomas depressivos.

Especialistas também apontam para o efeito do contágio emocional, amplamente estudado na psicologia social, em que ambientes marcados por reclamações frequentes apresentam maior estresse coletivo e queda na cooperação. Em contrapartida, pesquisas mostram que substituir a reclamação por reavaliação cognitiva, gratidão ou ações práticas pode gerar, em poucas semanas, redução do cortisol, melhora do humor e maior clareza mental. A conclusão científica é direta: o cérebro se adapta ao que é repetido, e mudar o foco ajuda a treinar o sistema para construir caminhos, não apenas reagir aos problemas.

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