A ausência do número 13 em andares de prédios, fileiras de aviões e até em decisões corporativas tem explicação em uma fobia específica: a triscaidecafobia, o medo irracional do número 13. A superstição é tão difundida que muitos edifícios pulam diretamente do 12º para o 14º andar, enquanto companhias aéreas evitam a fileira 13 para não causar desconforto aos passageiros.
Historicamente, o receio está ligado ao simbolismo do número 12, associado à ideia de completude, como os 12 meses do ano, os 12 signos do zodíaco e as 12 horas do relógio. O número 13, visto como um elemento que rompe essa ordem, acabou ganhando conotação negativa ao longo do tempo. Episódios históricos e mitológicos reforçaram o medo, como a presença de Judas como o 13º participante da Última Ceia e a figura de Loki, o 13º convidado em um banquete da mitologia nórdica, associado a tragédias.
Mesmo na vida moderna, a influência da superstição permanece. Salas de cirurgia podem mudar a numeração, empresas evitam tomar decisões em datas relacionadas ao número e, por muitos anos, o 13 foi rejeitado até na Fórmula 1. Especialistas, no entanto, destacam que o medo pode ser tratado, e a Terapia Cognitivo-Comportamental é apontada como uma das abordagens eficazes para ajudar a desconstruir a crença de que o número 13 traz azar.



