O Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos (NOAA) divulgou, nessa terça-feira (22), que um ciclone que estava morrendo retomou a vida de maneira repentina, no oceano Atlântico. Por conta dessa situação inusitada, foi apelidado de “ciclone Zumbi” pelos profissionais do NOAA. Trata-se do antigo furacão Paulette, que “ressuscitou” como tempestade tropical e seguiu rumo à costa de Portugal.

Essa sequência de acontecimentos levou o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA (NWS), ligado ao NOAA, a fazer uma brincadeira no Twitter (veja a publicação abaixo). O órgão escreveu: “Porque é 2020, agora temos tempestades tropicais zumbis. Bem-vinda de volta à terra dos vivos, tempestade tropical Paulette”, em tradução livre.

Chegada mais calma à costa portuguesa

Depois de ressuscitar, o ciclone zumbi estava a 345 km de distância da Ilha da Madeira, em Portugal. Mas na chegada à costa do país, Paulette começou a perder força, devendo ganhar uma nova classificação nesta quarta (23), passando a ser designada como ciclone pós-tropical.

Conforme o Instituto Português do Mar e Atmosfera (IPMA), a tempestade zumbi deve atingir o arquipélago português com ventos cuja velocidade pode variar de 30 km/h a 80 km/h, acompanhados de chuva intensa e trovoadas.

Ciclone Bomba

Recentemente, um outro fenômeno chamou a atenção por seu nome não muito habitual, e castigou a região do sul do Brasil, mas o “ciclone Bomba”, como foi chamado na época a tempestade que atingiu cidades se Santa Catarina e Rio Grande do Sul, diferente do “Zumbi”, é uma designação técnica para esse tipo de evento, Segundo a MetSul, ciclone Bomba consta no glossário oficial da Sociedade de Meteorologia dos Estados Unidos (AMS), uma referência para os profissionais da área.

Designa um ciclone extratropical de rápido aprofundamento em que a pressão atmosférica central cai ao menos 24 hPa em um intervalo de 24 horas. Foi o que tivemos perto da costa Sudeste do Rio Grande do Sul entre os dias 30 de junho 1 de julho deste ano.

Fonte TechMundo e Metsul