Katy Perry esbanja simpatia e desfila hits em show em Porto Alegre

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Como uma das grandes artistas da atualidade, Katy Perry é sinônimo de superprodução. E foi isso que a cantora norte-americana mostrou em Porto Alegre na noite desta quarta-feira, quando abriu a turnê brasileira de “Witness”, seu mais recente álbum, lançado em junho do ano passado. Foi com um trecho da faixa-título do trabalho, 22 minutos depois do horário previsto, que ela subiu ao palco montando na Arena do Grêmio, pela primeira vez recebendo um formato de anfiteatro. Logo depois, dados enormes indicaram “Roulette”, outra música do novo disco.




Ao todo, Katy executa oito canções de “Witness” ao longo do show, mas são os sucessos dos álbuns anteriores (e ela canta os principais hits de todos, num típico passeio pela carreira) que realmente conquistam o público. Prova disso é a terceira música da noite, “Dark Horse”, hit de “Prism” (2013), boa parte cantada e dançada por ela do alto de uma plataforma que se deslocava para baixo e para cima. Após voltar ao presente com “Chained to the Rhythm”, a artista troca o look vermelho por um terninho listrado e o show entra num dos seus principais momentos com cinco músicas dos dois álbuns que a projetaram à fama mundial, “One Of The Boys” (2008) e “Teenage Dream (2010).

A primeira é “Teenage Dream”, seguida por “Hot N Cold” com direito a um letreiro na roupa de Katy, que tocava sua guitarra rosa, e robôs flamingos gigantes dançando no palco. A música logo emendou nos gritos de T.G.I.F. enquanto a cantora e duas backing vocals e flamingos se deslocavam pela passarela e paravam para fazer uma performance bem mais próximo ao público para sua “Last Friday Night”.



Já “California Gurls” trouxe o famoso Left Shark e uma espécie de teatro entre ele e a cantora, que terminou com um abraço aplaudido pelos fãs, depois dele derrubá-la. Katy, que já havia falado “obrigado” e pedido “silêncio” em português, disparou um “eu te amo”. E foi assim que chamou uma fã de Teresina para o palco, quando repetiu o bordão “miga, sua louca”.

Para fechar o set mais voltado ao início da carreira, “I Kissed a Girl” e grandes lábios vermelhos adornando os figurinos das dançarinas. Sempre enérgica e carismática, a artista domina seu palco, desfilando por todos os espaços da estrutura e interage com os fãs, esbanjando simpatia.

Em mais uma sequência tirada de “Witness”, o show chega ao meio com “Déjà Vu” e “Tsunami”, além de um novo figurino. Na segunda, Katy e um dançarino fazem uma performance de poledance. Nesta segunda metade do show, “E.T.” (outra do “Teenage Dream”, considerado o principal álbum da artista e segundo com mais músicas dentro do repertório) traz um tom mais sombrio para a apresentação. Na sequência, “Bon Appétit”, com direito a um saleiro e um pimenteiro “temperando” a cantora. Na introdução de “Wide Awake”, uma longa coreografia realizada por um artista em cima de um globo iluminado.




Em “Wide Awake”, Katy pega seu violão branco e entrega ao público uma versão acústica que mostra seu amadurecimento vocal – e tudo isso acompanhada pelo tradicional mar de luzes. Com as lanternas dos celulares acesas, a plateia também assistiu a uma intimista “Thinking of You”, na qual a cantora insere Porto Alegre na letra, substituindo algumas palavras.

Antes de começar  “Power”, a norte-americana fala “nunca deixe que tirem o seu poder”. Então ela vai até o fim da passarela, onde um pedestal começa a levantá-la. Já no alto, asas abrem e fecham, como se Katy estivesse voando pelo céu com poucas estrelas da Capital. Não eram necessárias, pois a cantora era o grande astro da noite.

Acompanhada por uma batida eletrônica e de sintetizadores, “Part of Me” animou a Arena de novo, enquanto Katy corria e se divertia pelo palco. “Swish Swish” veio logo depois, acompanhada de dançarinas vestidas como jogadoras de basquete que carregavam bolas, as quais foram atiradas para os fãs da pista. A canção ainda teve direito a uma explosão de papéis picados brancos.




O final não poderia ser o mais apropriado, com Katy emendando dois de seus hits absolutos: “Roar” e “Firework”. Para a última, Katy surgiu cantando em uma mão gigante bem na ponta da passarela. Depois de uma chuva de papel picado e fogos, é claro, a artista fez um coração com a mão e agradeceu os fãs: “te amo”, gritou.

A passagem pela capital gaúcha,  vale notar, evidenciou o perfil do público da cantora – das 19 mil pessoas estimadas pela organização do evento, boa parte era de crianças e adolescentes. Agora, Katy Perry segue com sua “Witness: The Tour” para São Paulo e Rio de Janeiro, terminando o giro brasileiro no final  semana. (Correio do Povo)