A cara do Brasil: 25ª edição do Porto Alegre em Cena discute formação cultural do País

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Questões históricas, étnicas e culturais do Brasil são o tema geral do 25º Porto Alegre em Cena, que irá movimentar a Capital de 11 a 23 de setembro. Serão 49 espetáculos, entre locais, nacionais e internacionais, além de atividades formativas, oficinas e debates na programação.

“Queremos discutir o Brasil, de forma abrangente. Isso envolve a África, a Europa, a América, o interior do Brasil, os índios, o território, a democracia e a história. Queremos discutir território, imigração, enfim, essa formação de Brasil, de quem somos nós”, explica o coordenador-geral do festival, Fernando Zugno.



Essa reflexão é evidente nos espetáculos nacionais programados, como Grande Sertão: Veredas e A tragédia e comédia latino-americana (respectivamente, dos diretores Bia Lessa e Felipe Hirsch). Mas também está presente nas atrações internacionais – como a montagem chilena 40 mil kms, que aborda a questão da imigração; e a performance interativa Home visit: Brasil em casa, do grupo alemão Rimini Protokoll, que discute aspectos da identidade cultural brasileira.

Por sinal, 40 mil kms e Home visit representam importantes inovações no formato do Em Cena. O primeiro será a estreia no festival do chamado teatro documental – o elenco inclui não atores de várias nacionalidades, que trazem relatos reais sobre suas experiências de imigração. O segundo aposta em um formato fora do convencional: a ação não é realizada em teatros, mas em casas previamente definidas, com a plateia (limitada a 15 pessoas por sessão) envolvida em um jogo interativo com os atores.



Outras duas atrações internacionais participam do festival como residências. A Bergman Affair, concebido pelo ator e diretor francês Serge Nicolaï e pela atriz italiana Olivia Corsini, ambos do grupo Theatre du Soleil, terá sessões no Teatro Renascença e também uma oficina. Do grupo inglês Imitating the Dog, a performer Morven Macbeth e o técnico Marco Turcich irão desenvolver, com artistas locais, uma oficina inspirada no filme A noite dos mortos vivos (1968), e o resultado será apresentado na Sala Carlos Carvalho.

Grande Sertão: Veredas e A tragédia e comédia latino-americana trazem à cidade elencos repletos de nomes consagrados, como Caio Blat, Caco Ciocler e Julia Lemmertz. A companhia brasileira de teatro traz a peça Preto, que discute a questão racial a partir do ponto de vista de uma mulher negra. O Nordeste aparece em encenações vindas do Ceará (Interior e Nossos mortos) e de Pernambuco (Zambo, Breguetu e Pontilhados – esta última também como parte de uma residência artística).




Do cenário local, a programação inclui os 10 espetáculos selecionados para concorrer ao Prêmio Braskem em Cena: A mulher arrastada; Chapeuzinho vermelho; Dilúvio MA; Espalhem minhas cinzas na EuroDisney; Hiato; Imobilhados; Pequeno trabalho para velhos palhaços; Qual a diferença entre o charme e o funk?; Teatro dos seres imaginários e Vincent. A cerimônia de entrega do prêmio será no dia 23 de setembro, às 21h, no Teatro Renascença. Além dessas peças, também estão programados os espetáculos locais Fome e Caverna.

O show de abertura, no dia 11 de setembro, será do grupo instrumental Höröyá, que explora estilos como o afrobeat, o samba, o jazz e o funk, e terá como convidados músicos e dançarinos de países como Senegal e Guiné.

A partir de 15 agosto, em pré-venda, estarão disponíveis ingressos para os espetáculos concorrentes aos Prêmio Braskem (exceto Dilúvio e Teatro dos seres imaginários, ambos gratuitos); Höröyá (abertura); Grande Sertão Veredas e shows musicais no Agulha (Filipe Catto, Maria Beraldo e Sambas do Absurdo). Demais espetáculos: venda a partir de 1 de setembro.




Ingressos

Espetáculos nacionais e internacionais: de R$ 20,00 a R$ 80,00

Espetáculos locais: de R$ 10,00 a R$ 40,00 Pontos de venda

Site uhuu.com/poa-em-cena (com taxa de 20%)

Bilheterias oficiais: BarraShoppingSul, em frente à antiga Fnac e Centro Municipal de Cultura

Fonte: Jornal do Comércio