Documentário que retrata as relações entre índios Yanomami e agentes de saúde estreia na sala CineBancários

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Uma viagem feita em 2013 pelo diretor Otavio Cury (diretor do também documental Constantino) a uma das regiões mais remotas da Terra Yanomami – a Serra de Surucucu, em Roraima, nas montanhas que fazem divisa com a Venezuela – foi o ponto de partida para o documentário ‘Como fotografei os Yanomami’. O filme estreia no CineBancários na próxima quinta-feira, 9 de agosto, com sessões sempre às 19h.

O desencontro cultural entre os índios e agentes de saúde chamou a atenção do diretor. Aqueles que levavam as seringas não falavam o idioma Yanomami e não conseguiam conversar com seus pacientes. Para os Yanomami, estar doente é ter sua imagem agredida. Para resgata-la, os xamãs fazem seus rituais de cura. Mas para os enfermeiros que chegam às aldeias, as doenças e os remédios são outros.




A narrativa traz o ponto de vista de enfermeiros e técnicos de enfermagem que passam mais tempo na floresta do que com suas famílias: como veem os Yanomami e como se transformam com a longa vivência nas aldeias? Como lidam com os pajés e com uma concepção diferente de doença? Em sequências que oferecem contraponto à visão branca dos atendimentos, o filme dá voz a uma agente de saúde Yanomami e apresenta a visão de mundo do xamã Davi Kopenawa, a partir de passagens do livro ‘A queda do céu, memórias de um xamã yanomami’, de Davi Kopenawa e Bruce Albert. Por meio de sua narrativa documental, Cury apresenta um relato sensível e chama ainda atenção para o futuro da floresta e dos Yanomami.

O paulistano Otavio Cury é diretor de fotografia e de documentários. Sua filmografia inclui Cosmópolis (2005), Constantino (2012) e História de Abraim (2015). Em Constantino, sua obra de maior destaque, retoma a trajetória do bisavô, o dramaturgo sírio Daud Constantino Al-Khoury (1860-1939), por meio de uma viagem à Síria. Constantino foi filmado antes do início da revolução síria. Já o curta-metragem História de Abraim (2015) retrata a vida de uma liderança da etnia Macuxi na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, também em Roraima.




Confira a grade de horários:

9 de agosto (quinta-feira)

15h – Vinte Anos

17h – Alguma Coisa Assim

19h – Como Fotografei os Yanomami

10 de agosto (sexta-feira)

15h – Vinte Anos

17h – Alguma Coisa Assim

19h – Como Fotografei os Yanomami

11 de agosto (sábado)

15h – Vinte Anos

17h – Alguma Coisa Assim

19h – Como Fotografei os Yanomami

12 de agosto (domingo)

15h – Vinte Anos

17h – Alguma Coisa Assim

19h – Como Fotografei os Yanomami

14 de agosto (terça-feira)

15h – Vinte Anos

17h – Alguma Coisa Assim

19h – Como Fotografei os Yanomami

15 de agosto (quarta-feira)

15h – Vinte Anos

17h – Alguma Coisa Assim

19h – Como Fotografei os Yanomami

Os ingressos podem ser adquiridos por R$ 12,00 na bilheteria do cinema ou no site ingresso.com . Idosos, estudantes, bancários sindicalizados, jornalistas sindicalizados, portadores de ID Jovem e pessoas com deficiência pagam R$ 6,00. Aceitamos Banricompras, Visa, MasterCard e Elo.




Fonte: Sul21