Com a primeira noite completamente lotada, o Planeta Atlântida mostrou por que segue sendo, ano após ano, a noite mais linda do Rio Grande do Sul. Na Saba, em Xangri-Lá, o público viveu um daqueles encontros raros em que música, emoção e identidade se misturam e criam memórias que atravessam gerações.
Entre tantos estilos e vozes, Anitta foi um dos grandes pontos altos da noite. A cantora entregou um show potente, com coreografias marcadas, hits cantados do início ao fim e uma presença de palco que domina multidões. Não era só um show: era um espetáculo pop completo, daqueles que fazem o público esquecer do relógio e viver o agora.
Mas o Planeta é plural, e essa essência ficou clara no palco. João Gomes trouxe o romantismo e a força do Nordeste, fazendo a multidão cantar em coro e provando que o piseiro também é protagonista no litoral gaúcho. Jota Quest fez a ponte entre gerações, reunindo jovens e adultos em refrões que atravessam décadas e seguem atuais. Já o trap e a nova cena musical marcaram presença com força, mostrando que o festival continua atento ao que pulsa nas playlists do país.
A primeira noite também teve encontros improváveis, abraços coletivos e aquela sensação que só quem já pisou no Planeta conhece: a de fazer parte de algo maior. Entre luzes, batidas e vozes misturadas, o festival entregou mais do que shows, entregou pertencimento.
E se a sexta-feira já foi assim, o recado estava dado: o Planeta Atlântida começou grande, intenso e emocionante, do jeito que o verão gaúcho merece.



