Na última semana, a passagem do primeiro ciclone extratropical de 2026 provocou estragos em pelo menos 18 cidades do Rio Grande do Sul, segundo balanço oficial divulgado pela Defesa Civil do estado. O sistema atuou entre sexta-feira (9) e sábado (10), trazendo ventos fortes e chuva intensa, com impactos tanto em áreas urbanas quanto rurais.
Apesar dos danos materiais registrados, as autoridades confirmam que não há relatos de feridos ou pessoas desalojadas até o momento.
Danos nas cidades gaúchas
Os efeitos do ciclone foram sentidos em diferentes regiões. Entre os principais registros estão:
- Destelhamento de casas em municípios como Cruzeiro do Sul e Caçapava do Sul.
- Prejuízos em galpões e moradias em Fortaleza dos Valos.
- Queda de árvores que interromperam trechos da BR-158 em Itaara e bloquearam vias em outras localidades.
- Em Santa Maria e Soledade, além de danos estruturais em imóveis, foram apontadas várias árvores derrubadas pela força do vento.
- Em Minas do Leão, foram contabilizados alagamentos em cinco residências, além de postes caídos e telhados danificados.
- Parobé destacou-se pelo número elevado de casas com telhados danificados pela ventania.
- Cidades como Vila Maria, Não-Me-Toque, Rio Pardo e Lajeado também registraram quedas de árvores, prejuízos em imóveis e interrupções de serviços essenciais.
Alertas e monitoramento
No domingo (11), a Defesa Civil emitiu um novo alerta de risco elevado de instabilidades, incluindo chuva forte, ventos e possibilidade de granizo no litoral norte gaúcho, válido por algumas horas no fim da tarde.
O fenômeno foi acompanhado de perto pelos órgãos de meteorologia e permanece sob monitoramento, enquanto a população é orientada a manter atenção aos comunicados e medidas de segurança caso novas condições adversas se formem na região.



