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O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) avançou em seis das sete capitais pesquisadas pela FGV (Fundação Getulio Vargas) na terceira semana de julho. O índice recuou apenas em Porto Alegre, segundo dados divulgados nesta terça-feira (25) pela FGV (fundação Getulio Vargas).

Na Capital Gaúcha, a inflação para o consumidor registrou variação de -0,08%. O resultado foi 0,07 ponto percentual inferior ao verificado na segunda semana de julho (-0,01%). Nesta edição, quatro das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram desaceleração em suas taxas de variação, entre as quais se destacam os grupos vestuário e transportes, cujas taxas passaram de 0,80% para 0,01% e de -0,81% para -1,10%, respectivamente. O grupo alimentação variou -0,61%.

As cidades que registraram aumento do IPC-S foram: Salvador (-0,08% para 0,16%), Brasília (-0,17% para 0,01%), Belo Horizonte (-0,37% para 0,02%), Recife (0,03% para 0,25%), Rio de Janeiro (-0,10% para 0%) e São Paulo (0,07% para 0,24%). No geral, o índice registrou variação de 0,09% na terceira semana deste mês, 0,14 ponto percentual acima da taxa divulgada na última apuração.

Confiança do consumidor

O ICC (Índice de Confiança do Consumidor), divulgado nesta terça-feira (25) pela FGV, caiu 0,3 ponto em julho, para 82 pontos, consolidando a tendência de queda sinalizada com o recuo de 1,9 ponto no mês anterior. A Sondagem do Consumidor coletou informações em mais de 1 mil domicílios em sete capitais, com entrevistas entre os dias 1 e 21 de julho.



“A calibragem da confiança dos consumidores tem sido realizada principalmente nos indicadores de expectativas. Enquanto a incerteza estiver elevada, o consumidor deverá permanecer cauteloso na hora de assumir novos gastos de consumo”, afirma Viviane Seda Bittencourt, coordenadora da Sondagem do Consumidor. Em julho, houve piora tanto das avaliações sobre a situação presente quanto das expectativas em relação aos próximos meses.

O ISA (Índice de Situação Atual) variou -0,4 ponto, ao passar de 70,1 para 69,7 pontos, na quarta queda consecutiva. Já o IE (Índice de Expectativas) recuou -0,3 ponto, para 91,4 pontos, sinalizando aumento do pessimismo em relação à recuperação econômica.

O indicador que mede o grau de satisfação com a situação econômica atual caiu 0,4 ponto, para 77,1 pontos, o menor desde abril (76,9 pontos). A queda do ICC em julho foi influenciada pela piora das perspectivas em relação à economia. O indicador que mede esta variável recuou 2,2 pontos em relação ao mês anterior, para 106,9 pontos, o menor nível desde dezembro de 2016 (102,2 pontos). A instabilidade política parece continuar contribuindo negativamente para esse resultado.

O recuo na confiança dos consumidores foi determinado pela continuidade da tendência de piora entre os consumidores com maior poder aquisitivo, enquanto nas faixas de renda mais baixas o resultado de julho caminhou no sentido oposto. Das sete capitais pesquisadas, houve queda da confiança em quatro.