Petrobras vai aumentar em 6,9% o preço do gás de cozinha

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A Petrobras irá reajustar os preços do GLP P-13, o gás de cozinha em botijões para uso residencial, em 6,9% a partir deste sábado (5), informou a estatal em comunicado nesta sexta-feira (4).

Conforme a Petrobras, o ajuste anunciado foi aplicado sobre os preços praticados sem incidência de tributos.

Segundo a empresa, se o reajuste for integralmente repassado ao consumidor, a companhia estima que o preço do botijão de GLP P-13 pode ser reajustado, em média, em 2,2%, ou cerca de R$ 1,29 por botijão, mantidas as margens de distribuição e de revenda e as alíquotas de tributos. A companhia destacou que a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados e que as revisões feitas nas refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor.

“Como a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, as revisões feitas nas refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor. Isso dependerá de repasses feitos especialmente por distribuidoras e revendedores”, destacou a Petrobras.

Segundo o Sindigás (Sindicato das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo), que reúne as empresas distribuidoras, o reajuste oscilará entre 6,4% e 7,5%, de acordo com o polo de suprimento. “Com o aumento, o Sindigás calcula que o preço do produto destinado a embalagens até 13 quilos ficará 22% abaixo da paridade de importação, o que inibe investimentos privados em infraestrutura no setor de abastecimento”, destacou.



Meses anteriores

Em julho, a Petrobras reduziu o preço do gás de cozinha residencial em 4,5%, após ter aumentado o valor em 6,7% no mês anterior.

Pela nova política de preços adotada pela Petrobras, o preço do Gás Liquefeito de Petróleo, os preços serão revisados todos os meses.

Segundo a estatal, o preço final às distribuidoras será formado pela média mensal dos preços do butano e do propano no mercado europeu, convertida em reais pela média diária das cotações de venda do dólar, mais uma margem de 5%.

Diferença

A política segue recomendação do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) de 2005, que determina o uso de preços mais baixos para o gás vendido em botijões de 13 quilos. De acordo com a petrolífera, o cálculo do valor de venda desse gás não considera os custos de importação. Já a venda para comércio e indústria considera.

O presidente do Sindigás, Sérgio Bandeira de Mello, disse que, após os últimos ajustes, ampliou-se a diferença entre os preços dos dois produtos: hoje, o gás para indústria e comércio está 60% mais caro. “Isso desestimula o investimento em infraestrutura e penaliza o consumidor industrial, que já está sofrendo com a crise econômica”, afirmou. (AG/Folhapress/Agência Brasil)