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Durante uma entrevista coletiva no Maranhão, onde participou de uma cerimônia no Centro de Lançamento de Alcântara para entrega de títulos de propriedade rural, o presidente Jair Bolsonaro anunciou que irá prorrogar o pagamento do auxílio emergencial após o carnaval. Sob pressão, a volta do pagamento do benefício seria liberada apenas a partir de março, com recursos fora do teto de gastos.

A expectativa é de que os novos pagamentos sejam realizados em três cotas, no valor de R$ 200. No entanto, o novo projeto estabelece que o benefício será disponibilizado apenas para a metade dos brasileiros beneficiados em 2020 pelo programa.

A equipe econômica visa custear o novo pagamento do auxílio emergencial com os “créditos extraordinários”, que funcionam como uma espécie de liberação de dinheiro público sem vínculo com o teto de gastos do país.

Prorrogação do auxílio terá custo de R$ 18 bilhões

Na última terça-feira (09), o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que não há condições fiscais no país para a liberação de novos pagamentos do auxílio emergencial. De acordo com Campos Neto, o aumento de gastos sem garantia de financiamento poderia trazer incertezas para o mercado.

“Nós pensamos que há pouco ou nenhum espaço para mais transferências fiscais sem contrapartidas. É necessário ter certeza de que você está falando para o mercado que você tem a necessidade de gastar um pouco mais, mas está tomando medidas para frear um crescimento de despesas no futuro”, disse Campos Neto.

Mesmo com a afirmação de que o benefício será prorrogado, o governo tem a preocupação de que a proposta inicial, de custear três parcelas mensais no valor de R$ 200, acabe sendo modificada no Congresso, como ocorreu em 2020, e o gasto final acabe ultrapassando os R$ 18 bilhões estimados.

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