Foto: Antônio Cruz | Agência Brasil

Vendas crescem 22% e atacarejo ganha mais espaço entre brasileiros

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A comerciante Camila Gabriela Alves, de 33 anos, prefere comprar frango congelado no atacarejo — junção do atacado e varejo. Ela conta que, além do preço, os diferenciais são a disposição dos produtos e bom humor dos atendentes. “Comecei a vir pelo frango, que estava muito barato, e acabou me conquistando comprando outros itens como arroz e feijão. E aqui o mercado é grande, os corredores também. E o caixa super rápido, as meninas são bem educadas. Estão sempre de bom humor.” Maria de Lourdes também esteve no atacarejo próximo ao Terminal João Dias, em São Paulo, para as compras da semana.

Acompanhada do marido, a diarista conta que o local vale a pena para aquisição dos produtos com mais de uma unidade. “O preço e achar coisas. No caso, se eu quero comprar três produtos tenho desconto maior. Essa oportunidade é bem mais vantajosa para a gente.” De janeiro até março deste ano, as vendas do atacarejo subiram 22% na comparação com o mesmo período do ano passado. O faturamento dos hipermercados, por exemplo, com vendas exclusivas no varejo, o crescimento foi de 6% no mesmo período. O diretor executivo do Aqui Atacadista, Arthur Raposo, diz que, com o aumento das vendas, a empresa conta com 900 funcionários.

“No ano passado, cresceu aproximadamente 20%. Nesse ano, o primeiro trimestre em comparativo com uma parte antes da pandemia, tivemos crescimento de quase 30%. Já a partir de abril, maio, isso diminui — mas ainda tem dois dígitos. Então estamos crescendo. Isso aumenta também a quantidade de empregos. Ano passado cresceu 10%, esse ano mais 10%. Em um levantamento feito pela Gupy, empresa de tecnologia para recursos humanos no Brasil, o varejo foi o setor que mais contratou durante o mês de abril deste ano, com 20% das contratações do volume total de vagas. Em seguida, aparece a área da Saúde — responsável por 10% das admissões do período.