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De: Sul21
Em assembleia realizada na tarde desta segunda-feira (03), os educadores estaduais decidiram não realizar greve sanitária contra a retomada das aulas presenciais nas escolas estaduais. Ao invés disso optaram por continuar a mobilização da categoria pela manutenção do ensino remoto.

Realizada por meio de aplicativo de videoconferência, a assembleia discutiu a possibilidade de realização de greve sanitária da categoria como forma de oposição à retomada das aulas presenciais na rede estadual, que foi iniciada nesta segunda-feira (03) pelas escolas de Educação Infantil e o 1º e 2º anos do Ensino Fundamental e prosseguirá com a retomada dos próximos níveis até o dia 13 de maio.

As aulas serão realizadas pelo modelo híbrido, com a carga horária dividida entre presenciais e remotas. Já os favoráveis à greve defenderam que esta era a única possibilidade para defender a categoria, e além disso seria uma mensagem necessária para a sociedade.

Por 73% a 19%, com 8% de abstenções, os participantes da assembleia decidiram pela não realização da greve sanitária. Apesar da decisão, Helenir destacou que a categoria irá defender a manutenção das aulas em ensino remoto e que irá atuar na fiscalização da adequação das escolas aos protocolos sanitários, porque, segundo ela, o sindicato “tem certeza que tem escolas abertas que não deveriam estar”. Além disso, disse que a entidade seguirá mobilizada na defesa da vacinação da categoria e pela entrega de equipamentos de proteção individual (EPIs) adequados.

“A máscara que nossos alunos recebem é de péssima qualidade. Se nós denunciarmos isso ao Ministério Público, tenho certeza que o MP vai dizer que não tem máscara nas escolas, porque é a mesma coisa que não tivesse.” Afirma Helenir

Além da possibilidade de greve, a categoria decidiu pelo não adiamento das eleições do sindicato. Previstas para acontecer no ano passado, as eleições do Cpers foram adiadas para os dias 26, 27 e 28 de maio, a serem realizadas em formato virtual.

Favoráveis ao adiamento defendiam que o momento não era adequado para a realização do pleito e que a categoria deveria estar unida nas mobilizações relacionadas à covid-19. Já os defensores da manutenção da eleição, tese defendida pela gestão atual, argumentaram que a licença sindical dos atuais dirigentes se encerra em junho próximo e que não escolher uma direção iriai desorganizar o sindicato. Por 60% dos votos favoráveis a 35% contrários, com 5% de abstenções, a votação foi mantida para o final do mês de maio.