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De: SporTV

O presidente Jair Bolsonaro anunciou neste domingo (02) que o governo da Rússia já autorizou Robson Nascimento de Oliveira, ex-motorista do meia Fernando, do Beijing Guoan, a retornar para o Brasil após mais de dois anos detido no país europeu.

Robson, inclusive já entrou em contato com os familiares para confirmar a sua liberação. De acordo com o presidente, ele embarcará ainda nesta semana de volta para seu país natal, chegando ao Brasil na quinta-feira (06)

A liberação de Robson por parte do governo russo era esperada desde o mês passado e dependia apenas da assinatura do presidente Vladimir Putin para ser concretizada. O pedido passou por uma comissão regional e pelo prefeito de Moscou antes de chegar às mãos de Putin, que tem o poder de confirmar o perdão ao brasileiro.

Robson foi preso em março de 2019 ao chegar à Rússia para trabalhar com o meia Fernando, que na época atuava no Spartak de Moscou e hoje está no Beijing Guoan, da China. Ele carregava uma mala com caixas do medicamento Mytedon – cloridrato de metadona -, que é legalizado no Brasil, mas é proibido no país europeu. Ele alegou que os remédios seriam para o sogro de Fernando, William Pereira de Faria, mas nem o meia nem seus familiares confirmaram a informação.

Entenda o caso:
Robson Oliveira, foi condenado por tráfico internacional de drogas ao ter entrado no país, em fevereiro de 2018, com duas caixas de remédios comprados pela família do jogador de futebol Fernando, volante, ex-seleção brasileira e atualmente no Beijing Guoan. De acordo com todos os depoimentos à imprensa, inclusive da família do atleta, os medicamentos foram levados para o país em uma mala que foi entregue fechada a Robson por um funcionário da família, no embarque no Rio de Janeiro. O motorista não sabia que havia na bagagem este medicamento.

Embora tenha confirmado em entrevista que o motorista não sabia da existência dos medicamentos na mala, nem Fernando, nem sua mulher Raphaela Rivoredo, deram esta informação às autoridades russas.

Em depoimento prestado à polícia, no dia prisão, eles alegaram não saber da existência dos remédios. Afirmaram que os medicamentos eram responsabilidade do sogro (pai de Raphaela), Willam Pereira de Faria, que nunca prestou depoimento, nem deu entrevista. Após negociações, a defesa do motorista passou a ser paga pela família do jogador Fernando. O contrato se mantém até o momento.