Oito clubes assinam documento para criar liga do futebol brasileiro – Porto Alegre 24 horas

Oito clubes assinam documento para criar liga do futebol brasileiro

Cruzeiro e Ponte Preta se unem ao Flamengo e aos cinco paulistas da Série A na criação da “Libra”
Foto: Lucas Figueiredo | CBF

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O Cruzeiro e a Ponte Preta se uniram ao Flamengo e aos times paulistas da Série A (Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos e Red Bull Bragantino) e assinaram, nesta terça-feira, o documento de criação da liga de clubes do futebol brasileiro.

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Com a concordância dos oito clubes, a nova organização foi criada nesta terça-feira. Certo já está que será batizada de Libra (Liga do Futebol Brasileiro). Ela deve ser anunciada formalmente no dia 12 de maio, em evento na sede da CBF.

Os dirigentes de clubes da Série A e B se reuniram na manhã desta terça-feira um hotel de luxo em São Paulo, onde discutiram a proposta da Cadajas Sport Kapital (CSK), do advogado Flavio Zveiter. A empresa tem o suporte do banco BTG. No debate, resta ainda o desafio de entender como será a divisão de receitas entre os clubes.

A proposta do bloco que assinou a criação da Liga é de 40% distribuídos igualmente, 30% por classificação e 30% por engajamento. Quem não assinou ainda contesta os percentuais e sugere adequações tanto na Série A como na Série B. O grupo do Forte Futebol, que reúne dez “emergentes” da elite nacional (América-MG, Atlético-GO, Athletico-PR, Avaí, Ceará, Coritiba, Cuiabá, Fortaleza, Goiás e Juventude), prefere que a divisão seja de 50-25-25.

Os demais clubes concordaram em decidir sobre a adesão ou não ao projeto até o dia 12, também em função dessa divisão. A maior parte deles faz parte do Forte Futebol, que quer uma cota financeira maior para os clubes emergentes. Entre eles está o maior opositor do projeto em curso, o presidente do Athletico-PR, Mario Celso Petraglia.

— Quem estava preparado para assinar, assinou hoje. Quem depende de aprovação de conselho, assina no dia 12 — disse o presidente do Santos, Andrés Rueda, um dos signatários da proposta.

Atlético-MG e Vasco se interessaram pela ideia, mas ainda não assinaram. Botafogo e Fluminense também enviaram representantes, porém ficaram de analisar as condições. O Flamengo capitaneou as discussões ao lado dos clubes paulistas.

“Estive hoje em São Paulo na reunião para discutir o futuro do futebol brasileiro. Existe um consenso entre os clubes de que a Liga é o caminho. Estamos estudando todos os detalhes junto com a 777 Partners para a adesão do Vasco. No dia 12/5, na CBF, teremos nova reunião com todos os clubes. Acreditamos num grande entendimento em benefício dos clubes e do futebol”, disse o presidente do Vasco, Jorge Salgado.

O Botafogo se posicionou através do CEO Jorge Braga:

“Participei na manhã de hoje de uma importante reunião em São Paulo com representantes de grandes clubes do Brasil. Em pauta, a constituição da Liga, que o Botafogo sempre defendeu a estruturação pois entende que esse é o futuro do produto futebol brasileiro. O papel do Botafogo nesse processo é de racionalidade. Nossa posição é de união, inclusão e valorização do produto, buscando consenso. Concordamos com a visão, o conceito e estamos avaliando tecnicamente a melhor estratégia para decisão em conjunto com John Textor. Não há motivos para açodamentos. O Botafogo tem ciência do seu valor, da capacidade da Liga e vai lutar pelo formato que alie os seus interesses e dos clubes como um todo”, afirmou Braga.

— Está criada a Liga, que é o futuro do futebol. Alguns clubes assinaram, outros assinarão até a semana que vem — declarou Leila Pereira, presidente do Palmeiras.

Outros dirigentes não manifestaram a mesma empolgação de Leila. Petraglia, por exemplo, afirmou ter sido “surpreendido” com a pauta da reunião, que continha, segundo ele, pontos dos quais discordava, e criticou “a vaidade dos clubes com grandes torcidas”.

— Houve uma inversão de objetivos. Não se discutiu absolutamente nada. Daí vieram com estatuto pronto, e que os seis (Flamengo, Corinthians, Santos, São Paulo, Palmeiras e Bragantino) assinariam, e quem quisesse assinar ficaria à vontade. Eu nem estudei o estatuto — reclamou.

Mesmo assim, ele disse que os pontos de divergência são “poucos” e que podem ser resolvidos até o dia 12 de maio.

Presidente do Internacional, Alessandro Barcellos afirmou que a questão da distribuição das receitas da liga deve ser debatida posteriormente.

— Se não a gente coloca a carreta na frente dos bois. Primeiro vamos colocar uma formalização do estatuto da Liga. Depois ela vai entrar nesse detalhes — declarou Barcellos.

O próximo passo é reunir os 40 principais clubes do futebol brasileiro, das Séries A e B, na sede da CBF, no dia 12, para uma posição em consenso.

Desde o ano passado, a Codajas sustenta que tem investidores interessados em aportar US$ 1 bilhão no projeto. O percentual de quanto isso compraria ainda precisa ser discutido pelos clubes, após a criação da liga. (iG)

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